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    Mulheres na menopausa têm maior risco de ter olho seco? Por quê?

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    A menopausa é um período difícil para muitas mulheres devido às mudanças hormonais bruscas e aos impactos da ausência da fertilidade, na autoestima e em outros aspectos da saúde, como a pele e o cabelo. Mas, você sabia que os olhos também são uma região afetada por essa fase da vida feminina? No Mês da Mulher, consultamos a oftalmologista Maria Cristina Nishiwaki-Dantas para entender a relação entre olho seco e menopausa. Confira! 

    Olho seco afeta mais mulheres do que homens e idade é um fator de risco

     

    De acordo com a oftalmologista, o olho seco (também chamado de síndrome da disfunção lacrimal) caracteriza-se pela inflamação das glândulas que produzem as lágrimas, diminuindo sua produção ou secando-as mais rapidamente. “A inflamação das glândulas localizadas na margem das pálpebras (chamada disfunção das glândulas meibomianas, ou DGM), diminui a gordura da lágrima e, consequentemente, aumenta a evaporação”, diz Dra. Maria Cristina. 

    A menopausa em si não é um fator motivador para o surgimento do olho seco, mas segundo a especialista, os hormônios e a idade fazem com que as mulheres estejam no grupo de risco da doença: “A doença do olho seco tende a ser mais frequente nas mulheres devido ao uso de anticoncepcionais e alterações hormonais, mas sua maior incidência evidencia-se nas mulheres com mais de 50 anos, devido à maior incidência de doenças reumáticas, reposição hormonal (mais do que a menopausa) e uso de medicamentos (antidepressivos e ansiolíticos)”. De acordo com a médica, a reposição hormonal feita na menopausa pode piorar a doença.

    Quais são os principais sintomas do olho seco?

     

    A oftalmologista destaca que, muitas vezes, trabalhamos e convivemos em ambiente hostil para a saúde dos olhos, facilitando o surgimento do olho seco: “Ar-condicionado, ventilador, tempo seco e baixa umidade (inverno) aumentam a evaporação da lágrima. O uso excessivo de dispositivos eletrônicos (computador, celular, tablet) e leitura prolongada fazem com que pisquemos menos (até 4 vezes menos) porque exigem que fiquemos com os olhos mais atentos, o que também causa maior evaporação da lágrima”.

    A especialista diz que os sintomas do olho seco são muito perceptíveis, mas exigem o olhar apurado do oftalmologista. “Os sintomas mais comuns são desconforto, olhos vermelhos, ardor, coceira, visão embaçada, ‘piscar muito’ e até lacrimejamento excessivo. São sintomas que podem ser vagos, mas que juntos podem confirmar o diagnóstico de olho seco”, explica a médica. 

    Existe tratamento para a síndrome do olho seco?

     

    O tratamento do olho seco é feito com a reposição de lágrimas lubrificantes (o famoso colírio de lágrimas artificiais). Dra. Maria Cristina lembra que nem todos os produtos são iguais e que o oftalmologista deve ser consultado para que a paciente possa fazer o melhor tratamento. “Nos pacientes com DGM, deve-se priorizar usar lubrificantes oculares que contenham gordura na sua composição, além de fazer higienização adequada das pálpebras com soluções detergentes apropriadas”, diz a médica. 

    “Outras orientações importantes são melhorar as condições e hábitos no ambiente de trabalho, como umidificação do ar, lembrar de piscar mais vezes, acertar a altura da tela do computador (um pouco abaixo da linha dos olhos diminui a abertura dos olhos e a lágrima evapora mais lentamente)”, informa a oftalmologista, que finaliza lembrando que, apesar de polêmica, a suplementação com ômega-3 pode ser benéfica nos casos de olho seco.

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