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Por que ainda existe muito preconceito a respeito da depressão?

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Aproximadamente 322 milhões de pessoas no mundo sofrem com a depressão, segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no ano de 2015. Apesar da doença atingir uma grande parcela da população e de existir um número cada vez maior de campanhas alertando sobre os sintomas e a importância do tratamento, ainda há muito preconceito em torno da depressão.

Falta de conscientização faz preconceito contra depressão continuar mesmo com a riqueza de informações na internet


“Hoje, principalmente com o advento da internet, existe muita informação disponível. Porém, quando se começa a conviver com a depressão, fica muito claro o quanto existe de estigmatização e desinformação”, afirma o psiquiatra Antonio Viola. A maioria das pessoas entende o depressivo como alguém incapaz de fazer as tarefas e funções presentes na vida adulta, enquanto muitos pacientes se enxergam como loucos ou desequilibrados.

Geralmente, o depressivo sofre profundamente e tem dificuldades para trabalhar, ir a eventos e até se levantar da cama. Mesmo diante de tantos incômodos, ele tenta seguir adiante por conta de suas responsabilidades. “Essas situações causam uma grande confusão social, fazendo com que o preconceito surja por meio de crenças que pregam a depressão como ‘frescura’, que o indivíduo precisa sair dessa situação e não se entregar ao desânimo e ao pessimismo“, diz o médico.

Preconceito atrapalha o controle dos sintomas da depressão


Apesar da abundância de informação sobre a doença disponível na internet, a
incompreensão e o estigma sobre o quadro persistem e contribuem ainda mais para a dificuldade de buscar tratamento para a depressão. “O grande desafio é superar o preconceito e, infelizmente, isso prejudica o sucesso do combate à doença. Quando o paciente que sofre de depressão começa a sentir a melancolia, a tristeza e o desânimo, há uma grande tendência ao isolamento social, fazendo-o viver esse sofrimento de natureza psicológica de forma individualizada”, explica o especialista.
A resistência do paciente em buscar tratamento pode começar nesse momento, com os pré-julgamentos, passando a ser visto como preguiçoso ou fraco por estar se rendendo à tristeza. Por outro lado, quanto mais se fala sobre a doença, mais os depressivos conseguem perceber que não são os únicos a experimentar essas sensações e que existe tratamento. A partir daí, abrem-se as portas para conversar com amigos e familiares e uma procura maior por ajuda profissional.
Dr. Antonio Homero Viola é psiquiatra e psicanalista, formado em Medicina pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) e atua em São Paulo. CRM-SP: 133439 – drantonioviola.com
Foto: Shutterstock

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