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    Depressão: a importância do apoio da família e amigos no combate ao suicídio

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    Quando encontramos pessoas com sinais de depressão ao nosso redor, sempre sentimos vontade de ajudar o amigo ou familiar a sair daquela situação. Mas nem sempre é possível e não são todos que aceitam ajuda externa para superar. Entretanto, a ajuda da família e amigos pode ser essencial e decisiva na hora de apoiar o combate à doença e suas consequências.

    O que é depressão?

    A depressão é caracterizada por humor deprimido, perda de prazer nas atividades cotidianas, sentimentos de inutilidade, além de outros sintomas, como falta de apetite e desesperança. Ela pode fazer com que o deprimido tenha pensamentos negativos e, em casos mais graves, levar a uma tentativa de suicídio. “Essa tentativa pode ser impulsiva, não planejada previamente em um momento de sofrimento intenso, ou pode ser planejada com antecedência”, explica a psiquiatra Maria Antônia Simões Rego.

    A ajuda de familiares é essencial para identificação e início do tratamento

    Incentivar uma pessoa deprimida a buscar ajuda é sempre indicado, mas ela pode não aceitar. Com isso, existe a internação involuntária, ou seja, quando o paciente é internado contra a sua vontade (em geral com o consentimento de familiares). Ela se dá quando o médico identifica que o paciente oferece risco a si mesmo ou a outras pessoas. “No caso do suicídio, isso geralmente acontece quando a pessoa está decidida a se matar e não aceita ajuda. Entendemos que ela está doente, mas não consegue perceber isso naquele momento, sendo necessário uma intervenção externa para que ela não acabe com a própria vida”, acrescenta Maria Antônia.

    Outra forma que a família pode ajudar alguém é no início, com a identificação da doença. Dar atenção e ouvir o que ele tem a dizer, acolhendo-o e tentando entender que ele está passando por um problema de saúde, e não “fraqueza ou falta de vontade”. “Esse tipo de preconceito apenas contribui para a falta de tratamento e o consequente agravamento do quadro. É importante incentivar a procura de um psicólogo ou psiquiatra”, indica a profissional.

    Ter ajuda de um círculo social é um dos fatores protetores contra o suicídio e pode diminuir as chances de alguém decidir tirar a própria vida. “A crença de que ‘quem fala que vai se matar é porque não quer morrer, pois quem quer se matar não fala’ não é verdade. A maior parte das pessoas que se suicidam falaram sobre isso com alguém antes. Então as pessoas próximas devem ficar atentas para buscar ajuda imediatamente”, destaca a psiquiatra.

    Conversar sobre o assunto não quer dizer que “dará ideia” para alguém com depressão. Pelo contrário. Sentir-se acolhido e saber com quem contar pode fazer a pessoa mudar de ideia, porque nem sempre elas têm certeza sobre se querem realmente se suicidar.

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