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    O que causa Alzheimer? Descubra o que já se sabe sobre a origem da doença

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    Você sabe o que causa Alzheimer? Apesar de a origem da doença de Alzheimer ainda ser um assunto investigado pela Medicina, já é possível identificar alguns fatores que motivam o surgimento do problema. O psiquiatra Ivan Piazarolo Ho contou para a equipe do Cuidados Pela Vida o que foi descoberto até agora sobre as causas da doença. Confira!

    Doenças crônicas e hereditariedade são fatores de risco para o Alzheimer 


    Primeiro, é muito importante entender o que é esse problema. O especialista explica que o Alzheimer, informalmente chamado de
    mal de Alzheimer, é a principal forma das síndromes demenciais. O Alzheimer afeta cerca de 1,5 milhões de brasileiros, de acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). Um de seus principais sintomas é a perda de memória recente

    “Costuma surgir a partir dos 60 anos, aumentando a sua incidência com o envelhecimento, ou seja, quanto maior a idade, maior o risco de apresentá-la”, afirma o médico. A doença de Alzheimer é um problema degenerativo, evoluindo com o passar do tempo, e não tem cura. “Os tratamentos atuais tentam impedir a progressão dos sintomas, mas nem sempre são eficazes (podem funcionar em um grupo de pessoas e em outro não terem o efeito desejado)”, ressalta o profissional. 

    Dr. Ivan aponta alguns fatores que podem aumentar o risco de Alzheimer: “Hereditariedade, hipertensão arterial, diabetes, dislipidemias (alterações de colesterol e triglicérides), tabagismo e sedentarismo são causas comuns”. As causas comprovadas ainda são, no entanto, bem específicas: “Em estudos, observamos que, num cérebro com Alzheimer, há um acúmulo de algumas proteínas chamadas beta-amiloide e tau, que interferem no seu funcionamento”. 

    Como prevenir o Alzheimer? É possível? Conheça os principais cuidados!

     

    Sabendo dos fatores de risco, talvez seja possível prevenir o Alzheimer, certo? Segundo Dr. Ivan, não é bem assim: “O que temos até o momento ainda não é uma ‘apólice de seguro’ contra a doença. Houve avanços na forma em que se realiza o diagnóstico, além da identificação de fatores de risco, mas esses avanços não significam que um estilo de vida desregrado não possa ter consequências tardias”.

    Se você já tem familiares com esse problema de saúde, saiba que isso não significa que você obrigatoriamente terá Alzheimer no futuro. “A hereditariedade conta como fator de risco, mas uma carga genética desfavorável não é o mais importante, nem implica obrigatoriamente num diagnóstico futuro de Alzheimer”, ressalta Dr. Ivan. Manter um estilo de vida saudável, no entanto, pode ajudar bastante. “Basicamente, os mesmos cuidados para a saúde cardiovascular também podem auxiliar na prevenção de demências. Alimentação saudável, com bons controles de pressão arterial, glicemia e lipídios, evitar o tabagismo, estimular a mente por meio de leituras e similares, além de evitar o sedentarismo”, recomenda o psiquiatra. 


    Dados da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG): 
    https://sbgg.org.br/dia-nacional-de-conscientizacao-da-doenca-de-alzheimer/

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