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    O Mal de Alzheimer pode afetar as emoções dos pacientes?

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    O mal de Alzheimer é um problema neurodegenerativo que atinge principalmente os idosos. Suas consequências são capazes de deixar uma pessoa dependente de um cuidador, seja para tomar banho ou até para se alimentar. Apesar de a perda da memória ser uma de suas principais características, a doença de Alzheimer também afeta outra parte importante de um paciente: suas emoções.

    Mal de Alzheimer pode provocar desinteresse e agressividade


    “É comum que, mesmo nas
    fases iniciais, surjam alterações que envolvam as emoções, em especial com uma mudança para o lado da tristeza, da apatia e de um desinteresse”, afirma o geriatra e nutrólogo Leandro Minozzo. Nesta etapa, também são frequentes os casos de mudanças de humor e aumento dos níveis de ansiedade. Muitas dessas alterações estão ligadas à perda das funções cognitivas, fazendo com que o idoso se guie pelas emoções.
    Com a evolução do mal de Alzheimer, o especialista diz que o paciente também pode apresentar irritação e até mesmo agressividade. No entanto, é a indiferença a coisas e situações que antes despertavam alegria e empolgação que predomina. Muitos pacientes, por exemplo, acabam abandonando hobbies e atividades de que gostaram durante muitos anos.

    Paciente com Alzheimer sente raiva, mas não se lembra do motivo


    Além disso, quem tem mal de Alzheimer pode experimentar sensações mesmo sem lembrar o motivo por trás do sentimento. “As emoções geram respostas fisiológicas e, com a
    perda da capacidade de memória recente e de atenção, o paciente pode sentir os efeitos fisiológicos das emoções, como raiva e nervosismo, e não saber o que as motiva”, destaca o profissional. A orientação dada pelo geriatra, portanto, é evitar brigas e situações de estresse.
    O cuidador deve ajudar o paciente a lidar melhor com suas emoções. “Ter a paciência necessária para explicar as situações com calma e clareza. O idoso com demência não reage bem ao ser desafiado, contestado ou a ser submetido a uma tarefa sem entender bem”, diz Minozzo. O cuidador precisa ainda controlar seu nível pessoal de estresse, o que influencia diretamente as respostas do familiar adoecido: quanto mais estressado se comporta, mais reativo fica o paciente com mal de Alzheimer.
    Foto: Shutterstock

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