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    Síndrome do ovário policístico: quais são os principais desafios para médicos e pacientes

    Cuidados e Bem-estar
    Saúde da Mulher

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    A síndrome do ovário policístico é um distúrbio hormonal que afeta uma a cada 15 mulheres em idade reprodutiva, segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Este problema traz uma série de dificuldades e complicações para a vida da mulher e precisa de acompanhamento médico de perto. Neste mês de março, Mês da Mulher, separamos algumas informações sobre a síndrome e explicamos alguns dos desafios enfrentados pelas pacientes e pelos médicos na jornada de cuidados com a saúde. Confira!

    Condição aumenta risco de infarto e câncer de endométrio

     

    “A síndrome do ovário policístico pode apresentar diversas alterações na mulher, como irregularidade menstrual, acne, obesidade, aumento dos pelos e infertilidade”, afirma a ginecologista Keyla Schneider. Além disso, a síndrome aumenta o risco de desenvolver outras doenças e complicações preocupantes. É o caso, por exemplo, do diabetes, do infarto e do câncer de endométrio. 

    Ainda não foram descobertas as causas exatas para o distúrbio e a Medicina também ainda não encontrou uma cura. Toda essa situação, somada aos sintomas e às complicações da síndrome do ovário policístico, pode colocar a mulher sob enormes níveis de estresse, afetando a autoestima e favorecendo sintomas de ansiedade e depressão

    Como é o diagnóstico da síndrome do ovário policístico?

     

    O diagnóstico é clínico e confirmado pelo exame de ultrassom e dosagens hormonais. Os cistos que aparecem no ultrassom representam folículos que não se desenvolveram para ovular e não se romperam para expelir o óvulo. Há acúmulo de líquido no local. Geralmente, a investigação ocorre a partir das queixas citadas”, explica a especialista.

    Depois de confirmada a síndrome do ovário policístico, é hora de focar no tratamento, que deverá levar em consideração a idade da paciente, suas queixas e as alterações hormonais detectadas. “Na adolescência, as queixas relacionam-se com aparecimento de acne e aumento dos pelos e ganho de peso”, afirma a médica.

    Com a chegada da vida adulta, segundo Dra. Keyla, os sintomas continuam os mesmos, mas as alterações menstruais preocupam pela possibilidade de estarem relacionadas com a infertilidade (anovulação). Em alguns casos, a fertilização in vitro (FIV) passa a ser considerada como opção de tratamento para as mulheres e casais que desejam engravidar. 

    Vida saudável é fundamental no tratamento da síndrome do ovário policístico

     

    Como já explicado, a síndrome do ovário policístico ainda não tem cura. Portanto, o tratamento é focado na melhora dos sintomas e na prevenção às complicações, principalmente as cardiovasculares. As mulheres com o distúrbio precisam adotar mudanças na rotina em prol de uma vida mais saudável. 

    A recomendação da médica é fazer atividade física regularmente e consultar um profissional para melhorar a alimentação, já que a perda de peso é importante para o tratamento, auxiliando no processo de ovulação, por exemplo. Medicações também são usadas, como anticoncepcionais e outras classes necessárias para lidar com os sintomas e alterações, como ansiedade e infertilidade. 

    Já para a resistência à insulina, uma nova opção de tratamento para a síndrome do ovário policístico pode ajudar: o mio inositol. Esta substância atua na captação da glicose, ou seja, facilita a entrada da glicose nas células, o que ajuda na prevenção e no tratamento do diabetes nesses casos causados pela síndrome.

    A médica conclui lembrando que a paciente precisa entender a síndrome para que o tratamento seja bem-sucedido. 

     

    Dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM): https://www.endocrino.org.br/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-a-sindrome-dos-ovarios-policisticos/ 

    Referências:

    Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Síndrome do sovários policísticos. São Paulo: FEBRASGO; 2021. (Protocolo FEBRASGO-Ginecologia, n. 27/Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Endócrina).

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