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    Como o estresse afeta a saúde do coração e do sistema cardiovascular?

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    O estresse é algo universal e democrático: todo mundo já se sentiu ou vai sentir estressado pelo menos uma vez na vida. No entanto, esse fator pode afetar e muito a saúde como um todo, principalmente do coração, se for em doses exageradas. Não sabe como isso acontece? Conversamos com o cardiologista André Farinelli Lima Brito, que esclareceu as principais dúvidas sobre a relação entre estresse e saúde cardiovascular. Confira!

    Por que o estresse afeta o coração?

    Segundo Dr. Brito, o estresse atinge o coração por causa de dois mecanismos do sistema nervoso: o simpático e o parassimpático. “O sistema simpático é associado à intensidade, ou seja, quando o simpático está aceso, nosso coração acelera, a frequência respiratória aumenta, os brônquios se dilatam para respirar mais profundamente, simulando uma necessidade de atacar, defender, ou fugir. É um sistema de ação. Por outro lado, o parassimpático é o sistema relacionado à recuperação, de momentos de paz, calma, reordenação e reequilíbrio do nosso corpo após um período de luta, força, engajamento e estresse”, explica. 

    E o que isso tem a ver com o coração? De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), quando estamos estressados – com o sistema simpático acionado -, liberamos hormônios como adrenalina e noradrenalina, que são substâncias vasoconstritoras. Com o estreitamento dos vasos sanguíneos, a pressão arterial aumenta e a frequência cardíaca também, o que pode colocar em risco quem já sofre de doenças cardiovasculares, como a hipertensão descontrolada. 

    Cuidando do coração: como lidar com o estresse e evitar doenças

    Dr. Brito ressalta que viver estressado pode ser perigoso: “Existem na literatura inúmeros estudos documentando que as pessoas que têm o sistema simpático mais exacerbado em relação ao parassimpático tendem a viver menos, ter doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, como o infarto, o derrame e arritmia cardíaca grave. Por outro lado, as pessoas que possuem um tônus parassimpático tendem a viver mais, ter uma vida mais longa, provavelmente pela modulação que esse sistema faz em todos os hormônios.”

    A boa notícia é que dá para lidar com o estresse de maneira mais positiva cultivando bons hábitos na rotina. O primeiro recomendado pelo médico são os exercícios de meditação e mindfulness, que podem ser fundamentais para prevenir o estresse intenso. Além disso, a prática de exercícios físicos regulares, alimentação saudável e mudança no estilo de vida também ajudam o coração. Dr. Brito ainda destaca o hábito da leitura como um ponto transformador para viver de forma mais tranquila e saudável.

    Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC): https://www.portal.cardiol.br/post/entenda-como-o-estresse-prejudica-o-cora%C3%A7%C3%A3o

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