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    Hormônios da felicidade: tudo o que você precisa saber para viver mais e melhor

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    Você já ouviu falar nos hormônios da felicidade? São substâncias responsáveis por promover sensações de prazer e bem-estar, produzidas naturalmente pelo nosso corpo durante algumas ações do dia a dia, como praticar atividades físicas e realizar exercícios mentais – ou seja, que estão relacionadas aos nossos hábitos e estilo de vida. Eles fazem toda a diferença no organismo e são super importantes para ter uma vida melhor e mais longa. Mas quais são os hormônios do bem-estar e da felicidade? O que cada um deles faz? A psiquiatra Juliana Diniz revela a lista: dopamina, endorfina, ocitocina e serotonina. 

    Quais são os hormônios da felicidade?

    • Endorfina: hormônio do bem-estar

    As endorfinas têm esse nome pois são substâncias que promovem o mesmo efeito dos derivados da morfina – substância usada como analgésico. Um dos benefícios mais famosos da endorfina é aumentar a tolerância ao estresse físico. “Ao realizar uma atividade física de moderada ou alta intensidade, produzimos endorfinas que se relacionam com a nossa capacidade de continuar nos exercitando à revelia do cansaço. Como muitas pessoas descrevem que se sentem melhor depois de exercícios intensos, se atribuiu às endorfinas essa sensação de bem-estar”, explicou a médica. Além dessa, existem outras vantagens dessa substância no corpo humano:

    • Aumento do prazer;
    • redução de dores;
    • melhora da qualidade de vida.

    Esse hormônio do bem-estar é produzido durante atividades físicas, como exercícios físicos de alto impacto: corrida, natação, artes marciais, crossfit, musculação e outros. A carência dessa substância afeta diretamente o humor, aumentando o nível de estresse e podendo levar à ansiedade e aos quadros de depressão.

    • Dopamina: hormônio do prazer

    A dopamina, popularmente conhecida como hormônio do prazer, atua como um neurotransmissor, ou seja, como uma molécula que participa da comunicação entre neurônios. De acordo com resultados baseados em modelos animais, ela parece sinalizar que estamos frente a algum estímulo que, no passado, já esteve associado à produção de uma experiência recompensadora. Essa sinalização feita pela dopamina parece ser essencial para que o animal se mobilize para conseguir a recompensa.

    Baseando-se nesse estudo, Dra. Juliana afirma que a dopamina não parece participar na produção da sensação de prazer, mas o seu papel pode ser entendido como uma forma de estimular o animal para agir em busca do prazer. Por essa razão, é comum encontrá-la na lista de dos hormônios do bem-estar e da felicidade. 

    Em seres humanos, no entanto, a relação da dopamina com o comportamento assume características muito mais complexas do que nos modelos animais. “Sabemos que a dopamina participa de alguma forma na nossa busca por reforçamento, mas também sabemos que a modulação da dopamina não é simples e nem está relacionada a desfechos facilmente previsíveis. Atribuir a sensação de prazer à dopamina pode dar a falsa impressão de que ela é essencial ou suficiente para explicar vivências prazerosas, algo que passa longe do que sabemos”, revelou a médica.

    Confira outros benefícios da dopamina:

    • provoca a sensação de satisfação;
    • aumenta a motivação.

    Se você deseja estimular esse hormônio do prazer no cérebro, aposte em técnicas de meditação, passe a dormir bem e evite o consumo de gorduras saturadas. A carência da dopamina no organismo pode gerar cansaço, fadiga, perda de memória e dificuldades de concentração.

    • Serotonina: hormônio da felicidade

    A serotonina, assim como a dopamina, tem diversas funções no corpo humano e, para algumas delas, a substância atua como neurotransmissor. Diversos receptores de serotonina (moléculas na qual a serotonina se liga) são alvos de muitos remédios com efeito antidepressivo. Quanto a isso, a Dra. Juliana diz sua opinião: “O efeito dos antidepressivos não é produzir a sensação de felicidade. O que esses remédios podem fazer é reduzir sensações de ansiedade e angústia e melhorar a nossa disposição para nos engajarmos em alguma atividade. Se isso irá nos fazer feliz ou não, já não temos como prever”.

    A médica ainda explica que atribuir à serotonina a sensação de felicidade pode passar a falsa impressão de que a depressão seria causada pela falta de serotonina e que o aumento dessa substância seria suficiente para resolver a depressão. “Nenhuma dessas relações é verdadeira, apesar de ser verdade que remédios que alteram de alguma forma a transmissão serotonérgica podem, às vezes, ter efeitos antidepressivos”, ressaltou a profissional. 

    O hormônio da felicidade promove vários benefícios, como:

    • Melhorar o humor;
    • controlar o sono;
    • aumentar a libido;
    • diminuir a ansiedade;
    • aumentar o apetite.

    A serotonina pode ser produzida durante relações sexuais, em momentos divertidos com os amigos e por meio da ingestão de alimentos que tenham fibras e vegetais. Sem essa substância, as chances de ficar mais estressado e desenvolver problemas emocionais são maiores.

    • Ocitocina: hormônio do amor

    A ocitocina é o famoso hormônio do amor. A médica explica como essa substância funciona: “Alguns estudos apontavam a relação entre a ocitocina e a sensação de estar apaixonado e a atividade sexual. Esses achados deram à ocitocina a fama de hormônio da paixão. No entanto, a administração de ocitocina em humanos tem gerado resultados inconsistentes e hoje não é mais tão claro que ela tenha um papel central no estabelecimento de relações sociais na nossa espécie”, apontou a especialista.

    Entretanto, é possível ver na prática os efeitos positivos da ocitocina na maternidade, principalmente durante o parto e na amamentação:

    • promover as contrações musculares uterinas durante o parto;
    • ajudar na ejeção do leite durante a amamentação.

    A ocitocina é produzida em três momentos da vida: durante o parto, na amamentação e no orgasmo. Sem esse chamado hormônio do amor, a pessoa fica mais estressada, com pouca libido e pode passar a desenvolver distúrbios do sono.

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