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    Conheça as fases do Alzheimer e os principais sintomas da doença

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    Você sabia que setembro é o Mês Mundial do Alzheimer? No Brasil e no mundo, o dia 21 de setembro é marcado no calendário para conscientizar a população sobre a doença, incentivando as pessoas a buscarem informações e acolhimento para quem sofre ou convive com alguém que possui essa condição. 

    Você já ouviu falar, por exemplo, que há fases do Alzheimer e cada uma delas pode apresentar manifestações diferentes? Para entender mais sobre esse assunto, a equipe do Cuidados Pela Vida bateu um papo com a geriatra Simone de Paula Pessoa Lima, especialista do Saúde no Lar, que conta os principais sintomas do Alzheimer em cada etapa. Confira!

     

    O que é a doença de Alzheimer?

    Segundo dados do Ministério da Saúde, estima-se que 1,2 milhão de pessoas vivam com algum tipo de demência e 100 mil novos casos sejam diagnosticados por ano. 

    Conhecida popularmente como mal de Alzheimer, ela é uma doença degenerativa que, infelizmente, ainda não tem cura. Em sua maioria, o Alzheimer afeta pessoas maiores de 65 anos e interfere em diversas áreas da vida, não só a memória, mas também a linguagem, personalidade, humor e até mesmo a locomoção, em seus estágios mais avançados. 

     

    Fases do Alzheimer: como diferenciá-las?

    A Dra. Simone explica que há uma divisão e dentro dela, uma subdivisão dos diferentes estágios da doença. “Existem várias formas de classificar uma doença e suas fases. O modelo mais conhecido é o proposto pela Associação de Alzheimer (Alzheimer’s Association), que divide a doença em três fases: leve, moderada e grave. Cada uma destas fases pode ser subdividida em diferentes etapas, sendo que a progressão da doença pode variar muito de pessoa para pessoa, e não é garantido que todos os indivíduos passem por todas ao mesmo tempo ou da mesma forma”. 

     

    Manifestações do estágio leve

    Existe uma fase da doença em que não é possível diagnosticar o Alzheimer: a fase assintomática. “Chamamos esta fase também de pré-clínica: o paciente tem a doença, mas não tem ainda a demência”, relata Dra. Simone.

    Posteriormente, começam as pequenas alterações no comportamento do paciente, como explicita a geriatra. “No estágio inicial do Alzheimer, os sintomas podem ser sutis e muitas vezes, de forma errada, são confundidos com problemas normais de envelhecimento ou estresse”, diz Simone. Alguns exemplos são: esquecer o nome de um parente ou amigo, ou esquecer onde guardou algum objeto importante. 

    Nessa fase, ocorre declínio cognitivo leve: aqui as evidências se tornam mais perceptíveis à medida que a doença progride. “Entre os sintomas de Alzheimer, nós podemos citar problemas de memória, como esquecer eventos recentes, compromissos ou conversas; precisar da ajuda de amigos e familiares para lembrar de informações simples que antes eram lembradas normalmente; dificuldades em se expressar ou em encontrar palavras; colocar objetos em lugares errados; dificuldade em realizar tarefas rotineiras e familiares, como cozinhar uma refeição ou operar um dispositivo; perda de noção do tempo, dias da semana ou até mesmo o ano”, explica. 

    Já começam também as consequências dessas manifestações que podem representar riscos para o paciente. “Também são sintomas do estágio inicial a desorientação sobre localização; tomar decisões duvidosas com relação à vida financeira; desejo de não participar de atividades que antes traziam prazer pelo fato de ter insegurança em relação àa própria memória; além de mudanças de humor e personalidade, irritando-se com mais facilidade ou tornando-se mais retraído ou agitado, por exemplo”, informa a geriatra. 

     

    Manifestações do estágio moderado

    Declínio cognitivo moderado: Nesse momento da doença, os sintomas que já surgiram anteriormente ficam ainda mais graves. “Os pacientes experimentam uma perda muito grande na capacidade de realizar tarefas de maneira independente”, explica Simone. “Nesse período, há mais dificuldade na comunicação e expressão, fazendo com que o paciente com Alzheimer não consiga encontrar as palavras certas, acompanhar diálogos mais complexos ou fique mais confuso ao falar ou responder perguntas de outras pessoas”.

    Nesta etapa do estágio moderado, é necessária a presença de alguém frequentemente com o paciente para ajudá-lo a desempenhar as tarefas diárias. “Pode haver uma piora na memória de eventos recentes e passados. Também é comum esquecer o nome de familiares, amigos e outras informações importantes e até mesmo se reconhecerem”, comenta a geriatra. “Pacientes nesta fase intermediária executam tarefas como se vestir, tomar banho e preparar refeições com maior dificuldade e há uma necessidade crescente de ajuda para realizar atividades básicas. A alimentação, inclusive, pode se tornar um desafio por, muitas vezes, não reconhecerem os alimentos, esquecerem como comer ou perderem o apetite. Além disso, podem apresentar distúrbios do sono e agitação noturna”.

     

    Manifestações do estágio grave

    Declínio cognitivo grave: “Os sintomas se agravam significativamente. A pessoa pode perder a capacidade de se comunicar verbalmente ou entender a fala. Pode acontecer de haver perda de controle da bexiga e do intestino, dificuldade em engolir e mobilidade limitada, levando à necessidade de assistência completa para todas as atividades”. O paciente também pode apresentar delírios neste estágio.

    No estágio final da demência, a comunicação é totalmente limitada. A pessoa passa a maioria do tempo acamada, dependendo do cuidador para todas as necessidades básicas. 

     

    Como lidar com um familiar ou pessoa próxima com Alzheimer?

    Lidar com um parente ou amigo com sintomas do Alzheimer pode ser desafiador e muito desgastante. Se você está passando por isso, Simone oferece algumas orientações. “Para quem está cuidando do doente, é comum enfrentar um aumento significativo nas demandas de cuidados, incluindo ajudar com tarefas básicas, gerenciar a higiene e administrar medicamentos. Isso leva a um cansaço físico e emocional constantes, além de altos níveis de estresse”, comenta a geriatra. 

    A sensação de isolamento de quem está cuidando dessa pessoa é comum e isso pode afetar o bem-estar como um todo. “Eles podem ter que tomar decisões difíceis sobre questões de saúde, financeiras e legais em nome do paciente. Precisam de apoio emocional, orientação médica e recursos para enfrentar os desafios do cuidado contínuo, para tentar equilibrar as responsabilidades de cuidar do paciente com o cuidado da própria vida e obrigações pessoais”, finaliza a médica.

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