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    Ansiedade: principais sintomas, causas e como é o tratamento dessa doença

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    A ansiedade pode ser caracterizada como uma sensação de inquietude interna, geralmente desagradável. É aquela preocupação com o futuro ou aquela sensação de alerta diante de um perigo, um sentimento muito comum e quase todo mundo enfrenta, em determinadas situações. Entre os sintomas que a ansiedade pode causar, em intensidades diferentes, estão tontura, tremores, sudorese, boca seca, aperto no peito e batimentos cardíacos acelerados.

    Entretanto, ela passa a ser considerada uma doença quando estes sintomas desencadeiam sofrimento intenso em alguém. “A divisão entre ansiedade leve, moderada e grave se dará de acordo com a intensidade dos sintomas, do sofrimento associado a eles, bem como da intensidade do prejuízo funcional acarretados”, explica a psiquiatra Luciana Staut.

    Transtornos de ansiedade são desencadeados por vários fatores


    Segundo a especialista, não há uma origem exata para a ansiedade em seus diferentes níveis. O surgimento dos transtornos é considerado multifatorial, o que significa que depende não apenas de um, mas de vários fatores. “Vulnerabilidade genética, ou seja, familiares com quadros ansiosos, e algumas características de temperamento e comportamento podem estar associados ao seu desenvolvimento”, afirma a médica.

    Além disso, não é possível ignorar a influência ambiental no desenvolvimento da ansiedade leve e moderada. Passar por algum momento traumático em qualquer fase da vida, como um acidente de trânsito, por exemplo, pode levar o problema a níveis exagerados. O mesmo vale para ambientes disfuncionais, como local de trabalho com muito estresse, para o uso de substâncias e para alterações dos neurotransmissores.

    Quando a ansiedade deixa de ser leve ou moderada?


    Existem vários
    indícios de que a doença está gerando consequências negativas, portanto, necessita de tratamento para o alívio dos pacientes, já que ainda não há cura. Alterações duradouras para mais ou para menos de sono, mudanças no apetite, no peso e na fadiga, aumento na percepção de dores de cabeça e pelo corpo, redução da capacidade de se concentrar e de memorizar fatos e alterações do hábito intestinal.
    Um estudo conduzido pelo Hospital das Clínicas da USP revelou que níveis preocupantes de ansiedade não são incomuns: cerca de 12,5% da população tem algum transtorno de ansiedade. Entre eles, estão o transtorno do pânico, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de estresse pós-traumático e fobia social. Estima-se ainda que 10% das crianças e dos adolescentes sofrem de algum distúrbio.
    Dra. Luciana Cristina Gulelmo Staut é psiquiatra, formada pela Universidade Federal de Mato Grosso, membro da Sociedade Brasileira de Psiquiatria e atende em Cuiabá (MT). CRM-MT: 6734
    Foto: Shutterstock

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