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    A vitamina D consegue diminuir as crises de asma?

    Asma e Bronquite

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    A vitamina D, também conhecida como vitamina do sol, tem notável contribuição para a nossa saúde e bem-estar, sendo um tratamento complementar para várias doenças e ajudando o corpo a se fortalecer. Mas, será que a asma é uma delas? A vitamina D pode diminuir as crises de asma? O pneumologista José Eduardo Martinelli tirou algumas dúvidas sobre o que a vitamina D e a doença têm em comum. Confira!

    Vitamina D: para que serve? Previne doenças?

    A vitamina D é um nutriente com estudos e abordagens recentes para o mundo médico e farmacêutico, como explica Dr. Martinelli. “Até aproximadamente 10 anos atrás, não se dosava a vitamina D no sangue; logo, não se sabia o quanto havia desse nutriente no organismo. A partir do momento em que começamos a ter esses dados, percebemos que algumas pessoas de fato tinham níveis muito baixos de vitamina D”. Desde então, a comunidade científica vêm fazendo diversas descobertas associadas à prevenção de doenças. 

    Sua função mais conhecida é auxiliar na saúde dos ossos e na prevenção de problemas como a osteoporose, bem como seu papel na melhoria da função muscular do corpo. A falta de vitamina D pode causar fraqueza, dor muscular e enfraquecimento dos ossos. Em casos mais graves, outros sintomas podem se manifestar, como queda de cabelo e letargia, além de uma maior suscetibilidade a doenças.

    Vitamina D e asma: como ela pode ajudar?

    Dr. Martinelli destaca que ainda se sabe muito pouco sobre a vitamina D e a prevenção de doenças fora do escopo osteometabólico. Contudo, o que pode ser um grande benefício para asmáticos é a importância da vitamina D para o sistema imunológico, prevenindo doenças oportunistas que podem facilitar crises asmáticas. Ou seja, mantendo bons níveis do nutriente, é possível evitar baixas na imunidade e, assim, evitar o aparecimento de sintomas de asma

    Como manter boas quantidades de vitamina D no corpo?

    “É essencial tomar sol (pois o metabolismo da vitamina D depende diretamente do sol), principalmente para mulheres, bem como ingerir alimentos com vitamina D e fazer suplementação, se for necessário”, explica o pneumologista. É possível fazer uma dieta com alimentos ricos em vitamina D, como frutos do mar, salmão, carnes no geral, ovo, sardinha e laticínios, além de cogumelos e laranja. A exposição solar deve ser de no mínimo 15 minutos, sempre com uso de filtro solar.

    Já a suplementação deve ser sempre acompanhada de perto por um médico: somente ele pode dizer se o nutriente é indicado e, se for o caso, qual a dosagem ideal. A automedicação pode levar à hipervitaminose D que, de acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), pode causar perda óssea, hipercalcemia, cálculos renais e perda da função renal.

    Dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM): https://www.sbemsp.org.br/imprensa/releases/293-superdosagem-de-vitamina-d-traz-serios-riscos-para-a-saude

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