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Uma mulher com endometriose pode engravidar? Saiba os riscos!

Cuidados e Bem-estar
Endometriose

Por Dr. Alexandre Brandão Sé

2 de março de 2018

A presença do endométrio, tecido que reveste o útero internamente, em outras partes do corpo, como nos rins, nos ovários e na bexiga, caracteriza uma doença chamada de endometriose, comum em mulheres ainda na idade fértil. Uma das maiores preocupações de quem é diagnosticada com o problema é a dificuldade para engravidar, já que a doença pode tornar as pacientes inférteis.

Endometriose reduz chances de uma mulher engravidar


“Uma
mulher com endometriose pode engravidar, mas as taxas de gravidez são menores que as habituais. A infertilidade causada pela endometriose está relacionada ao grau de acometimento da doença”, afirma o ginecologista e obstetra Alexandre Brandão Sé. Portanto, quanto antes a doença for detectada e tratada, maiores serão as chances de engravidar, dependendo do sucesso do tratamento.
A endometriose provoca danos em várias partes do sistema reprodutor feminino que podem tornar a paciente infértil. A endometriose pélvica pode levar a aderências, retrações dos ligamentos uterinos e distorções anatômicas causando obstrução tubária impedindo assim a fertilização.

Os problemas não acabam aí: lesões nos ovários podem interferir no processo de ovulação e na qualidade dos óvulos. O profissional lembra ainda que a adenomiose, doença semelhante à endometriose, que provoca o crescimento do endométrio no útero, também pode estar associada à infertilidade.

Endometriose aumenta chances de parto prematuro e aborto


De acordo com o especialista, as mulheres que conseguem engravidar devem ser acompanhadas de perto. Há maiores chances de aborto, parto prematuro, hemorragia pós-parto, gravidez ectópica (quando o embrião se desenvolve fora do útero) e placenta prévia, complicação na qual a placenta cobre parcialmente ou totalmente o colo do útero. Existe ainda o risco maior de diabetes gestacional, crescimento menor do feto, ruptura prematura da bolsa e de admissão do recém-nascido na UTI.  

Esses riscos podem ser reduzidos com a detecção precoce da doença. “Pacientes com cólicas menstruais, sangramento menstrual muito elevado, dor na relação sexual ou dificuldades para engravidar devem suspeitar de endometriose”, destaca Brandão. Nestes casos, a mulher deve ser avaliada e, depois do diagnóstico correto, existe a possibilidade do tratamento com uso de medicação ou cirurgia. O objetivo de ambos é interromper a progressão do problema e impedir suas complicações.
Foto: Shutterstock

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