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    Gravidez: quem já teve endometriose pode ter filhos?

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    A endometriose é uma doença caracterizada pela presença do endométrio, que compõe a parte interna do útero, em outras áreas do corpo, como nos ovários, na bexiga, no intestino e no ureter. Dor na região pélvica, dor durante a relação sexual e cólicas menstruais intensas e progressivas são os principais sintomas, mas o problema pode ser assintomático. A doença pode tornar a mulher estéril, atrapalhando os planos de uma futura gravidez.

    Nem todas as mulheres com endometriose se tornam inférteis


    “A endometriose pode ocasionar distorções anatômicas nas tubas uterinas, também conhecidas como trompas de Falópio, que por sua vez, podem levar a obstruções e aderências nessas regiões”, 
    explica o ginecologista e obstetra Edilson Ogeda. Devido a isso, a fecundação do óvulo pelo espermatozoide é dificultada. Entre as mulheres com infertilidade, 40% delas têm endometriose.

    Entretanto, o diagnóstico da doença não dá certeza de que a mulher não poderá ter filhos. “Se a gravidade da endometriose não foi suficiente para ocasionar problemas, a mulher pode engravidar espontaneamente”, afirma o especialista. É importante destacar que, em caso de uma gravidez, a doença não gera riscos ao bebê, de acordo com o profissional.

    Fertilização in vitro aumenta chances de gravidez após endometriose


    Em casos mais graves de endometriose ou quando a mulher não conseguir engravidar depois de seis meses de tentativas, um médico deve ser procurado. Entre as opções para contornar o problema estão a inseminação artificial e, principalmente, a fertilização in vitro, cujas chances de sucesso não sofrem interferências da doença.

    As opções de tratamento para endometriose dependerão, inclusive, do desejo da mulher de ter filhos. “Sempre que possível, a doença deve ser tratada da forma mais ampla, completa e adequada para cada caso, diminuindo os riscos de reincidência. A estratégia terapêutica pode ser cirúrgica, medicamentosa ou ambas, sempre tendo o ginecologista como o principal responsável pelo diagnóstico e tratamento”, diz Ogeda. Um urologista e um cirurgião do aparelho digestivo também podem exercer papéis importantes nesse processo.

     

    Foto: Shutterstock

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