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    Por que a endometriose pode causar infertilidade?

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    A endometriose é definida pela presença do tecido que reveste o útero internamente em locais fora da cavidade uterina. Esse tecido é chamado de endométrio e dá nome ao problema. Os focos da doença aparecem mais frequentemente na região dos ovários, no peritônio, nos ligamentos que sustentam o útero e em outras áreas do abdômen. Uma das maiores preocupações de quem recebe o diagnóstico é a possibilidade da doença causar infertilidade.

     

    Endometriose pode atrapalhar a ovulação

     

    “A endometriose pode causar anomalias que dificultam a gravidez nas mulheres, tais como influência na liberação e transporte de óvulos para as trompas, irregularidade no processo de ovulação, interferências no implante e/ou desenvolvimento do embrião e alterações na gestação”, afirma a ginecologista Cláudia Navarro.

    No entanto, a médica explica que o diagnóstico não dá às mulheres a certeza de que se tornarão inférteis: “Cerca de 50% das pacientes com endometriose podem ser inférteis, mas nem toda paciente com a doença será infértil”. Ela alerta ainda que a condição atinge quase exclusivamente as mulheres no período reprodutivo, com idade média entre 20 e 30 anos.

     

    Diagnóstico precoce da endometriose ajuda a evitar infertilidade

     

    De acordo com a profissional, a doença carrega um componente hereditário, o que mostra que, se existem casos na família, especialmente em parentes de primeiro grau, é fundamental consultar um especialista. O diagnóstico precoce é uma das principais formas de prevenir a infertilidade e ainda evita danos graves ao intestino e ao sistema urinário.

    Com o diagnóstico feito, será hora de definir com o médico a melhor forma de tratar a endometriose. “No caso de mulheres que em algum momento ainda desejam se tornar mães, a conduta do tratamento deve levar em conta a idade da paciente, a existência de outras possíveis causas de infertilidade e a capacidade de ovulação”, diz Cláudia. Para essas pacientes, o tratamento poderá ser feito com medicações e cirurgias.

     

    Dra. Cláudia Navarro Carvalho Duarte Lemos é ginecologista e obstetra, com ênfase em Reprodução Assistida, graduada e especializada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). CRM-MG: 21198

    Foto: Shutterstock

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