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    DPOC: Além dos pulmões, que outras áreas do sistema respiratório podem ser comprometidas pela doença?

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    DPOC é a sigla utilizada para se referir à doença pulmonar obstrutiva crônica, uma síndrome que vai progressivamente diminuindo a capacidade de funcionamento dos pulmões, causando dificuldade de respirar, tosse, chiado no peito e cansaço. É uma doença que, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), representa a terceira maior causa de morte no mundo. Além dos pulmões, será que outras áreas do sistema respiratório também podem ser comprometidas? Descubra!

    DPOC afeta pulmões e brônquios 


    O pneumologista Mauro Gomes explica que durante a respiração, antes do ar chegar aos pulmões, ele percorre a traqueia e os brônquios, que também podem ser obstruídos durante a evolução da doença. “Em um quadro de DPOC, ocorre uma inflamação crônica dos brônquios, causando a bronquite crônica, e também uma destruição dos alvéolos, que são as células que formam os pulmões, o que origina o enfisema pulmonar”, informa o especialista.

    Nos casos de bronquite crônica, a inflamação dos brônquios e o excesso de muco produzido provocam a obstrução das vias aéreas e, consequentemente, dificultam a passagem de ar. Já nos casos de enfisema pulmonar, a deterioração dos alvéolos e de suas paredes intensificam a falta de ar porque prejudica a região em que as trocas gasosas ocorrem.

    É possível reverter os danos nas outras áreas do sistema respiratório?


    O tratamento da DPOC é feito a longo prazo e com medicações que visam controlar a doença, como os remédios broncodilatadores e os anti-inflamatórios. Segundo Dr. Gomes, apenas
    parte da função pulmonar comprometida pela doença pode ser reabilitada, mas os medicamentos conseguem melhorar a qualidade de vida de quem sofre com os sintomas.

    “A DPOC é uma doença progressiva e irreversível. Os medicamentos aliviam os sintomas e podem recuperar apenas parcialmente a capacidade pulmonar. A reabilitação pulmonar com a fisioterapia respiratória e, muitas vezes, com o uso do oxigênio em casos mais graves e avançados também colabora para melhorar a qualidade de vida do paciente”, cita o médico. 

    Vale lembrar que é fundamental para o tratamento a mudança de hábitos que podem causar e agravar a doença, como o uso de cigarros, cachimbos, charutos e narguilés. É recomendado ainda que fumantes e ex-fumantes mantenham um acompanhamento médico regular, já que aproximadamente 80% dos casos decorrem do tabagismo.


    Dados da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT):
    https://sbpt.org.br/portal/dia-mundial-dpoc-2018/

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