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Depressão, ganho de peso e diabetes: Confira a história de superação desta dona de casa de São Paulo

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Os sentimentos de tristeza e prostração que surgem com a depressão são, por si só, muito ruins para um indivíduo, e podem trazer ainda outras complicações. A obesidade, por exemplo, muitas vezes acaba sendo uma consequência desse quadro, podendo contribuir no desenvolvimento de outras doenças, como o diabetes.

Este é o caso de Shirley Aparecida B.B, dona de casa de 60 anos que vive em São Paulo. Há cerca de cinco anos ela perdeu uma filha em função de câncer e com isso acabou desenvolvendo depressão e ansiedade, o que a fez engordar 12,5 kg, chegando a pesar 97,5 kg. O ganho de peso trouxe o diabetes, tornando seu estado de saúde ainda mais grave.

 

Depressão e alterações no apetite

 


A depressão tem sintomas que vão além da sensação de tristeza. É muito normal que a depressão cause mudanças no apetite, com pacientes que aumentam ou reduzem drasticamente as quantidades de comida que ingerem, dependendo de como é sua reação aos efeitos do transtorno. “O apetite sofre alterações, com redução ou aumento, levando a uma variação significativa de peso nessa fase”, explica a psiquiatra Ana Claudia Ducati.

“Me sentia muito triste e desanimada o tempo todo, mal saía de casa”, diz a dona de casa. “Mas aí chegou uma hora que eu disse pra mim mesma que tinha que tomar vergonha na cara e emagrecer. Isso aconteceu no momento em que eu percebi que não conseguia mais abaixar direito por conta do peso. Comecei a tomar remédios para diabetes, mas a real melhora veio quando iniciei o tratamento com antidepressivo”.

 

Sucesso no tratamento passa por boa relação com médico

 


Segundo Shirley, logo após começar a tomar a medicação ela já sentiu uma evolução significativa no ânimo. “Juro que já senti a diferença no segundo ou terceiro dia de uso”, afirma a dona de casa. Com essa virada no quadro, ela passou a frequentar a academia e fazer as coisas da rotina com mais vontade. “Mudei minha dieta para algo mais saudável, com mais restrições, mas não senti muito. Gosto das comidas que como hoje em dia”.  

Voltar a se sentir bem e ser ativa foi muito importante para Shirley também para cuidar de sua família. “Tenho um neto de 15 anos que amo e cuido muito. Preciso ter disposição para estar com ele em diversos momentos”, diz. Ela destaca também a boa relação que teve com a profissional que a tratou. “Minha médica foi ótima, me passou um remédio que vem me ajudando muito e, desde o início, explicou tudo direitinho, então não tenho do que reclamar. Recomendo para todo mundo esse tipo de tratamento”.

 

Dra. Ana Claudia Ducati Dabronzo é psiquiatra geral e da infância e adolescência, formada pela Universidade de São Paulo (USP). CRM: 150.562

Foto: Shutterstock

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