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    Combater a calvície pode ajudar a melhorar a autoestima?

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    A calvície (alopecia androgenética) é uma condição que afeta a autoestima de muitos homens, mas, principalmente, das mulheres. Não é à toa que há uma grande procura nos salões de beleza e consultórios dermatológicos por tratamentos capilares que ajudem a tratar a queda dos cabelos. Entenda melhor a relação entre a autoestima e a calvície com a ajuda da dermatologista Christiane Gonzaga. 

    Calvície prejudica autoestima de homens e mulheres


    Para a especialista, o público feminino é o que mais sofre com a calvície, principalmente quando ataca as mulheres mais jovens. “Para a mulher, perder o cabelo pode ser devastador para a identidade e a autoestima, especialmente se acontece em uma idade precoce”, destaca a médica. 

    A dermatologista também chama atenção para o fato de que a queda excessiva dos cabelos pode abalar o lado profissional das mulheres: “Uma pesquisa mostrou que, para 62% dos entrevistados, o cabelo é importante até para a carreira. Isso acontece porque quem se sente bem com a própria imagem tem mais confiança”.

    Além de problemas com a autoestima, a calvície também pode provocar estresse quando não tratada adequadamente. “Para se ter uma ideia, um estudo científico mostrou que 52% das mulheres com problemas capilares tinham estresse alto ou extremo relacionado à perda de cabelos, enquanto nos homens esse percentual foi de 28%”, afirma Dra. Christiane.  

    Eflúvio telógeno é uma das consequências da COVID-19


    Outra questão preocupante é o chamado eflúvio telógeno, uma condição que se caracteriza pelo aumento da queda diária de fios de cabelo.
    “O problema é percebido principalmente no ralo do chuveiro ou na escova e tem se intensificado também por ser uma das sequelas de pessoas que tiveram COVID-19. Mesmo as com sintomas mais leves podem perceber uma considerável diminuição de cabelo após dois ou três meses da infecção”, diz a médica. 

    Tratamento da calvície pode melhorar autoestima e ansiedade


    Diariamente, Christiane Gonzaga observa os efeitos positivos na saúde das mulheres que dão início ao tratamento para reavivar o couro cabeludo. “No caso das mulheres, tratar a alopecia androgenética é possível com terapias capilares. E é incrível vermos como a melhora no quadro é capaz de reduzir quadros de depressão e ansiedade e de gerar efeitos muito positivos nas vidas profissional, afetiva e social das pacientes”. 

    A dermatologista conta também que identificou que os consultórios dermatológicos têm recebido mais clientes para tratar a calvície desde a flexibilização do isolamento social, o que considera um bom sinal para a redução dos conflitos emocionais: “Aqui na clínica, temos percebido aumento da procura desde o início da pandemia. Isso porque o isolamento social aumentou o nível de estresse, provocando queda de cabelo em muitas pacientes”. 


    Foto: Shutterstock

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