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    Amamentação: conheça os 5 tipos de aleitamento materno

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    Amamentação ou aleitamento materno é um processo que faz toda a diferença na vida da mãe e do bebê. Além de ser a principal fonte de alimentação para a criança até os 6 meses de idade, podendo se estender até os 2 anos, o leite materno proporciona ainda uma série de benefícios, como fortalecer os laços entre mãe e filho, garantir todos os nutrientes necessários para o bebê, ajudar a desenvolver o sistema imunológico, prevenir a formação de infecções e auxiliar no desenvolvimento cognitivo e emocional do pequeno.

    Essas e outras vantagens já foram comprovadas cientificamente e estão presentes na Cartilha de Amamentação do Ministério da Saúde. Embora a amamentação feita diretamente no seio materno seja a mais recomendada, existem outros tipos de aleitamento materno que podem ser adotados com a devida orientação de um especialista. O Cuidados Pela Vida entrevistou a pediatra Patricia Terrivel, que esclareceu os impactos de cada método para a saúde e a nutrição materna e infantil. Continue lendo para saber mais!

    Os benefícios do aleitamento materno para o bebê e para a mãe

     

    Apesar das evidências científicas, algumas pessoas ainda duvidam do poder da amamentação para a saúde infantil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde, o aleitamento materno exclusivo é recomendado até o 6º mês de vida, mas a mãe pode continuar amamentando seu filho com leite materno até os 2 anos, ou até mesmo após esse período, como complemento, se for saudável para ambos. 

    De acordo com a Dra. Patricia, a amamentação exclusiva garante benefícios importantes tanto para o bebê quanto para a mãe: 

    Para o bebê: diminui os riscos de infecções respiratórias, alergias, diarreia e obesidade. Além disso, a OMS garante que o aleitamento materno:
    previne mortalidade infantil;
    – diminui o risco de hipertensão, colesterol alto e diabetes;
    – proporciona um efeito positivo na inteligência;
    – melhora o desenvolvimento da cavidade bucal.

    Para a mãe:
    diminui o sangramento no período pós-parto;
    – acelera a perda de peso;
    – reduz as chances de câncer de mama, ovário e endométrio;
    – protege contra doenças cardiovasculares;
    – previne a osteoporose.

    Conheça os 5 tipos de aleitamento materno

     

    Além da amamentação feita diretamente pelo peito da mãe, existem outros tipos de aleitamento materno que podem ser adotados, desde que sejam recomendados por um médico especialista de confiança, de preferência um pediatra. Em sua cartilha, o Ministério da Saúde elenca 5 tipos de aleitamento materno. Logo abaixo, explicamos suas particularidades para a nutrição infantil com a ajuda da Dra. Patricia: 

    1. Aleitamento materno exclusivo: a criança recebe apenas o leite materno, independentemente de ser direto da mama ou não, e não ingere água, sucos, frutas ou qualquer outro alimento. “Esse tipo de aleitamento é o mais recomendado para os primeiros seis meses de vida do bebê. Lembrando que a criança pode fazer uso de medicamentos, desde que seja recomendado pelo pediatra. Nunca medique-o por conta própria”, aconselhou a médica.
    2. Aleitamento materno predominante: a criança consome outros alimentos além do leite materno, como água, sucos, chás, frutas, legumes, verduras e proteínas. “Esse tipo de aleitamento é o mais recomendado para quando o bebê já tem idade para a introdução alimentar, ou seja, a partir dos seis meses de vida”, afirma a profissional.
    3. Aleitamento materno: quando a criança recebe leite materno direto da mama ou ordenhado, independentemente de ingerir ou não outros tipos de alimentos.
    4. Aleitamento materno complementado: a criança recebe outros tipos de alimento junto com o leite materno, com a finalidade de complementar a amamentação, mas jamais substituí-la. “Nestes casos, outros tipos de leite não são considerados alimentos complementares”, ressaltou Dra. Patricia.
    5. Aleitamento materno misto ou parcial: o bebê recebe outros tipos de leite além do materno, como é o caso das fórmulas. “As mamães devem ficar atentas ao fato de que o leite de vaca não é recomendado antes dos dois anos de idade”, alertou a médica. 

    Nem sempre é fácil: confira os principais desafios da amamentação

     

    A amamentação nem sempre é um processo tranquilo para as mães. Existem muitos desafios que as mulheres podem enfrentar ao longo do período do aleitamento materno, principalmente se tratando da amamentação exclusiva e da livre demanda. A pediatra destacou os principais obstáculos da maternidade durante o amamentar:

    – Pega incorreta;
    falta de rede de apoio;
    – formação de fissuras e machucados no peito decorrentes de uma pega errada.

    Para evitar esses problemas, é fundamental buscar auxílio profissional, como de um pediatra e uma consultora de amamentação, que podem ajudar a passar por esse período da forma mais saudável possível. “Não é normal sentir dor amamentando. Se a mulher perceber algum tipo de incômodo ou se machucar, precisa de ajuda para corrigir a pega”, destaca Dra. Patricia.

    A pega correta acontece quando o bebê suga o leite materno de forma que o bico do peito e a parte da aréola inferior da mãe estejam dentro da sua boca. Também é importante que o nariz do pequeno esteja livre, o lábio inferior virado para fora, o queixo encostado na mama, a boca bem aberta e as bochechas bem arredondadas.  

    Manter o aleitamento materno com a sucção errada pode gerar outras consequências para a mulher, como mastite, ducto entupido e candidíase. De acordo com a médica, 90% das mães que fazem o desmame precoce sentem muita dor e não têm apoio adequado no processo.

    Dicas para garantir uma amamentação bem-sucedida

     

    Para não passar por esses perrengues e ter uma amamentação bem-sucedida, o que não pode faltar nos meses de preparo para a chegada do bebê é a informação. “Desde o pré-natal, é necessário se informar, procurar um pediatra pró-amamentação e uma consultoria de amamentação para entender como se faz a pega correta, a posição da boca do bebê e colocar essa criança para mamar logo na primeira hora de vida – a chamada hora de ouro ou golden hour”, esclareceu Dra. Patricia. 

    Essa rede de apoio profissional faz toda diferença para encarar o processo da forma mais confortável e segura possível. Mas, a pediatra também ressalta a importância de uma rede de apoio familiar saudável: “Não adianta a mulher chegar em casa e a mãe ou a sogra, por exemplo, falarem que o leite é fraco, ou que não é suficiente e que precisa dar mamadeira ou chupeta”. Por isso, estude sobre o tema e mantenha sua família atualizada sobre os assuntos. 

    Com essas dicas, você vai passar pela amamentação com mais tranquilidade e saúde, garantindo todos os nutrientes necessários para o seu bebê, evitando o desmame precoce, e aproveitando esse momento tão precioso e único!

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