Entre as doenças que causam perda de cabelo, a alopecia areata é uma das principais. Esse problema costuma gerar um desconforto estético e muita gente não sabe como resolver a questão. A dermatologista Kaliandra Cainelli conversou conosco e tirou as principais dúvidas sobre o que é alopecia areata, possíveis causas e tratamentos. Entenda mais sobre esse tipo de queda de cabelo.
O que é alopecia areata
A alopécia areata é uma doença inflamatória que causa a queda de cabelo. “Alopecia areata é uma doença inflamatória que acomete o folículo piloso, associada a fatores autoimunes e predisposição genética”, explica a Dra. Kaliandra. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), poucas regiões do couro cabeludo são afetadas, mas é possível encontrar casos raros de alopecia areata total, como detalha a médica: “Caracteriza-se por áreas de perda de cabelo, circulares na maioria dos casos, que surgem de forma abrupta. Pode envolver todo o couro cabeludo (alopecia totalis) e até mesmo haver perda de todos os pelos do corpo (alopecia universalis)”.
Vale frisar que alopecia areata é uma doença não contagiosa.
Causas da alopecia areata
O que causa alopecia areata, segundo a dermatologista, é um conjunto de fatores: “Pode ser desencadeada por fatores emocionais, traumas e quadros infecciosos”. Há também características genéticas e hereditárias que podem levar à alopecia areata. “Pacientes entre 10 e 25 anos estão mais suscetíveis, assim como aqueles que têm história familiar positiva. Também observamos mais a doença em pacientes atípicos e portadores de doenças da tireoide, vitiligo e diabetes”, comenta Dra. Kaliandra.
Tratamento para alopecia areata
O foco pode ser o estado emocional do paciente. “Não há um tratamento padrão e eficaz para todos os casos. Cada caso é um caso. O primeiro ponto a se observar é o emocional, fator importante para o agravamento ou melhora da doença e que, quando bem cuidado, pode dispensar tratamentos mais invasivos e agressivos”, revela a médica dermatologista Vanessa Kodani.
O tratamento da alopecia areata é algo bem diverso. É possível, também, cuidar da queda excessiva dos fios com medicamentos ou até com procedimentos estéticos, segundo a especialista: “Formas localizadas da doença envolvem o uso de medicações tópicas e injetáveis”. É possível também recorrer à fototerapia.
No caso de alopecia areata total ou mais extensa, o tratamento é um pouco diferente, mas também acessível. “Formas extensas envolvem o uso de sensibilizantes, que geram uma dermatite de contato no couro cabeludo que interrompe a inflamação da alopecia areata. Temos ainda o uso de imunossupressores, como metotrexato e corticoide oral”, comenta a dermatologista. A médica também cita algumas inovações no tratamento de alopecia areata: “Tratamentos mais recentes envolvem uso de medicação oral e técnicas de microagulhamento”.