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    Adenomiose: como é o tratamento dessa doença semelhante à endometriose?

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    A adenomiose é uma doença uterina que atinge muitas mulheres, principalmente na faixa etária de 40 a 50 anos de idade ou no período que antecede à menopausa. Os sintomas da adenomiose também estão presentes na endometriose, como a dor intensa na região pélvica. Conheça as características dessa doença, como funciona seu diagnóstico e entenda como o tratamento é feito. 

    O que é adenomiose? Qual a diferença entre ela e a endometriose?

     

    Quem nos ajuda a responder essas perguntas é o ginecologista Alexandre Brandão: “A adenomiose é simplesmente a endometriose nas paredes do útero”. Por isso, não há exatamente uma diferenciação entre as duas doenças, já que uma é subtipo da outra. “O útero é formado pelo miométrio, que é uma parede basicamente de estrutura muscular. Se há endometriose nesse músculo, nós chamamos de adenomiose, que não deixa de ser um tipo de endometriose”, esclarece o médico. 

    Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), em 35% dos casos, a adenomiose é assintomática. Por isso, o diagnóstico clínico pode apenas levantar suspeitas a partir do exame de toque. Para chegar ao diagnóstico da adenomiose, é preciso fazer um exame de imagem, como ultrassonografia transvaginal, tomografia computadorizada e, em especial, a ressonância magnética, que indicará onde se encontram as lesões e permitirá que o ginecologista indique o tratamento mais adequado. 

    Adenomiose: tratamento pode ou não ser cirúrgico

     

    De acordo com Dr. Brandão, a adenomiose pode ser tratada de diversas maneiras: “O tratamento hormonal busca bloquear a menstruação, como o DIU Mirena, anticoncepcional oral, implante ou outras apresentações, e o tratamento cirúrgico envolve a histerectomia, que é a retirada do útero”. Somente o médico pode indicar qual é o tratamento ideal.

    “Ainda não se sabe o que causa a adenomiose e como preveni-la”, comenta o ginecologista. Porém, para quem já tem o diagnóstico em mãos, é possível lidar melhor com a doença a partir da alimentação. Um cardápio rico em fibras pode diminuir a concentração de estrogênio, freando a condição. Alimentos com ômega 3, como oleaginosas e peixes, têm poder anti-inflamatório e as vitaminas B, C e D ajudam a amenizar os sintomas. Porém, é primordial riscar industrializados e gorduras da dieta, priorizando sempre carnes brancas, verduras, legumes e frutas.

    Dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO): https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/558-adenomiose-quadro-clinico-e-diagnostico

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