Como agem os medicamentos usados no tratamento do mal de Alzheimer?


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O mal de Alzheimer é uma doença que atinge, na esmagadora maioria dos casos, idosos e que provoca degradação de funções neurológicas. Entre as consequências do problema estão a redução progressiva da memória, além da capacidade de se comunicar, se orientar e de prestar atenção. O Alzheimer ainda não tem cura, mas o tratamento é importante para diminuir os sintomas e desacelerar o progresso da doença.

 

Medicamentos diminuem desequilíbrio químico no cérebro

 


Uma das principais abordagens contra o Alzheimer é o uso de medicações. “Os medicamentos agem como inibidores da colinesterase e, consequentemente, levam a uma elevação dos níveis de acetilcolina, que é um neurotransmissor que se encontra reduzido nos pacientes com Alzheimer”, afirma o geriatra Danilo Yábar Bambarén.

Além disso, a ação dos medicamentos busca reduzir a lesão dos neurônios, melhorar a transmissão dos sinais nervosos e a capacidade de memorização do paciente.

 

Terapias dão mais qualidade de vida a pacientes com Alzheimer

 


Pacientes com distúrbios de comportamento também devem fazer uso de outros medicamentos, que ajudam a dar mais qualidade de vida, como destaca o especialista: “É importante informar também que alguns pacientes, não importando o estágio da doença, se beneficiam de tratamento com antidepressivos, anticolinesterásicos, analgésicos e antipsicóticos para sintomas mais aflorados”, afirma Bambarén.

No entanto, o tratamento medicamentoso não é a única opção disponível para o Alzheimer e pode ser associado a outras medidas. “Hoje, a fisioterapia, a nutrição, a fonoaudiologia, a enfermagem e a terapia ocupacional são extremamente necessárias para evitar o avanço rápido da doença”, finaliza Bambarén. Diversas atividades do dia a dia podem ajudar no tratamento, estimulando o cérebro do paciente a se manter ativo.

 

Dr. Danilo Yábar Bambarén é geriatra pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, coordenador do Serviço de Cuidados Paliativos do Hospital de Câncer de Mato Grosso e atende em Cuiabá (MT). CRM-MT: 5993

 

Foto: Shutterstock

 

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4 comentários para "Como agem os medicamentos usados no tratamento do mal de Alzheimer?"

Isabela

Bom dia! Minha mãe tem demência senil e faz uso da Donila e bepiridona. Esse último deixou com parkisolite, tremor na boca e na mão esquerda, ela anda como um robozinho… a sua boca endureceu n conseguindo mais se alimentar com nada sólido…. mto triste ver minha mãe assim… magra, com vontade de comer e n consegue… se pudessem divulgar mais ajudaria mtas pessoas. Hoje ela tem Fono com isso conseguiu dar um pequeno sorriso… pq antes nem isso conseguia… Obrigada. Isabela Ferri

CUIDADOS PELA VIDA

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Valquiria

O meu pai foi diagnosticado com Alzheimer,faz tratamento com donila,citalopram para depressão,e respiridonaessa última medição deixa meu pai muito debilitado,porém na parte sexual ele se masturba e agora faz isso na frente da minha mãe como se nada tivesse acontecendo,o mês passado o neuro colocou a ipotese de ele ter a síndrome de Davi ZX pois ele está com uma continência urinária enorme,e também teve que tirar os remédios da pressão ,pois ele é hipertenso e a pressão dele estava muito baixa,vcs podem nos ajudar a entender o que realmente está acontecendo com ele?Obrigada

Aparecida

Minha mãe sentia tonturas, e muito desânimo. Procurei o neurologista por conta da tontura. Ele prescreveu para ela tomar Cloridrato de memantina 10mg e escitalopram 20mg para tomar de manhã. A partir daí o quadro piorou. A memória deixou de funcionar, ou seja, passou esquecer. O médico receitou cloridrato de donepezila 5mg e Cloridrato de trazodona 50mg para tomar a noite. Continua esquecendo cada dia mais. Além desses medicamentos ela toma remédios para diabetes tipo 2 e pressão alta. As vezes acho que não deveria ter tomado Cloridrato de memantina e cloridrato de donepezila. Esses medicamentos estão levando minha mãe da vida real.

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