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O mal de Alzheimer tem cura? Especialista explica tratamento!

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O Mal de Alzheimer, também conhecido como Doença de Alzheimer, é uma das formas mais conhecidas de demência. A ciência ainda não chegou a uma conclusão sobre as causas desse problema, mas acredita-se que o depósito de proteínas beta-amiloide entre os neurônios e a formação de emaranhados neurofibrilares resultam na perda de neurônios e na diminuição da produção do neurotransmissor acetilcolina, importante para o aprendizado e para a memória.

Tratamento visa retardar a evolução do Alzheimer


De acordo com a geriatra Thaísa Segura da Motta Rosa, a doença ainda não tem cura, mas há opções de tratamento que buscam evitar uma piora do quadro: “Existem medicamentos que têm a finalidade de retardar ou estabilizar a evolução da doença e também de atenuar as alterações de comportamento que o paciente possa vir a apresentar”. Ela ressalta que, quanto antes iniciar o tratamento, melhores serão os resultados.

O tratamento para o Mal de Alzheimer consiste em abordagens diferentes e incluem medidas não farmacológicas. Estímulos cognitivos, terapia ocupacional, fisioterapia e fonoterapia são algumas delas. Segundo a especialista, praticar atividades físicas e manter uma alimentação balanceada também são medidas que devem ser contempladas.

Antidepressivos podem ser utilizados no tratamento do mal de Alzheimer


O tratamento medicamentoso nas fases iniciais da doença é feito com os inibidores da acetilcolinesterase, que inibem as enzimas que degradam a acetilcolina. No entanto, o paciente pode apresentar efeitos colaterais gastrointestinais e circulatórios. “Outra opção terapêutica, nas fases moderada e grave, é o antagonista memantina, que atua reduzindo um mecanismo específico de toxicidade das células cerebrais”, afirma Thaísa.

Há ainda opções de medicamentos que não interferem na evolução da doença, mas que podem levar mais conforto e qualidade de vida ao idoso e a sua família. São as medicações que controlam alterações de comportamento e que atuam nos sintomas, como antidepressivos, antipsicóticos e estabilizadores de humor.
Dra. Thaísa Segura da Motta Rosa é médica geriatra, formada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e membro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). CRM-SP: 133363 – www.drathaisa.com.br

Foto: Shutterstock

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