O aumento do risco de um segundo infarto é permanente ou diminui com o tempo?


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A ocorrência de um primeiro infarto aumenta significativamente as chances de que um novo episódio aconteça no mesmo paciente. De acordo com o cardiologista Rafael Santos, esse risco aumentado se mantém constantemente, ou seja, não diminui com o passar do tempo.

 

Como lidar com o risco aumentado para um segundo infarto?

 


“O risco de um segundo infarto é permanente e alto. Um paciente que já sofreu infarto do miocárdio precisa ter muito cuidado e atenção, pois ele é portador de fatores de risco que podem gerar um novo evento cardíaco”, afirma. Vale ressaltar que o primeiro infarto
compromete o músculo cardíaco e suas funções, tornando-o mais frágil e vulnerável a um novo episódio.    

Apesar do risco aumentado de um segundo infarto ser permanente, a adoção de cuidados pode ajudar muito a afastar esse perigo da vida do paciente. Mesmo assim, ainda é difícil anular totalmente a possibilidade de um eventual segundo episódio. “É pouco provável conseguir tornar nulas as chances de novos infartos, mas pode-se reduzi-las em muito”, afirma Santos.

 

Cuidados e medicamentos utilizados no tratamento de problemas cardíacos

 


Para estabilizar a saúde cardíaca do paciente que já sofreu o primeiro infarto e evitar um novo, o médico indica as seguintes medidas:
utilização de medicamentos específicos para a doença cardíaca em questão; redução de peso; alimentação adequada; controle das comorbidades (ex: hipertensão arterial e diabetes); fim do tabagismo; redução no consumo de sal e prática regular de exercícios físicos.

Segundo o especialista, alguns medicamentos, como o ácido acetilsalicílico (AAS), devem ser usados para sempre pelo paciente que já sofreu infarto. “Existem fatores que não podem ser modificados, mesmo com todas as mudanças benéficas que você consiga implementar no seu estilo de vida. Por isso, algumas drogas podem ter que ser usadas por toda vida”, completa.

 

Dr. Rafael Santos Costa é cardiologista formado pela Universidade Iguaçu e atua em Nova Iguaçu. CRM-RJ: 52.93343-0 – Site oficialFacebookDoctoralia

Foto: Shutterstock

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3 comentários para "O aumento do risco de um segundo infarto é permanente ou diminui com o tempo?"

Juracilda Araujo Pires dos Santos

Há seis anos fui acometida de um IAM,sou fumante.o que faço para abandonar esse vicío?

CUIDADOS PELA VIDA

Oi Juracilda, temos em nosso site uma matéria que pode te auxiliar com esta dúvida, segue o link: https://cuidadospelavida.com.br/saude-e-tratamento/asma-e-bronquite/qual-melhor-forma-largar-cigarro
Lembrando que isso não te isenta de comparecer em uma consulta com o médico para obter maiores orientações. Abraços.

Digesa Rachid

Eu quero saber como faço pra acabar com o nervoso

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