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    Glaucoma: Doença silenciosa pode ser tratada com colírios ou cirurgia! Entenda!

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    O glaucoma é uma doença ocular que pode levar à cegueira de forma lenta e silenciosa. Como os sintomas de glaucoma costumam não ser percebidos pelo paciente, a maioria dos casos só é diagnosticada no seu estágio avançado. Por isso, é muito importante saber mais sobre essa condição e entender a maneira correta de preservar a saúde da vista por mais tempo. 

    O Cuidados Pela Vida entrevistou o oftalmologista Caetano Bellote Filho, que indicou as melhores opções de tratamento para glaucoma – que, dependendo do caso, pode ser o uso diário de um colírio ou uma cirurgia para quadros mais complicados. Veja só!

    O que é glaucoma? Conheça os sintomas de glaucoma

     

    “O glaucoma é uma doença que acomete o nervo do olho, levando à perda progressiva do campo de visão”, explica o Dr. Caetano Bellote. De forma geral, o paciente não costuma ter nenhum sintoma aparente, porém, o médico afirma que alguns tipos da doença podem causar dor ocular de forte intensidade. Além disso, o paciente também pode notar a visão embaçada ou distorcida, vermelhidão nos olhos, náusea ou vômito e dor de cabeça. Se você perceber alguma dessas alterações, não pense duas vezes em procurar um oftalmologista para um exame de rotina.

    Tratamento para glaucoma: como funciona? Em que casos o colírio para glaucoma ou cirurgia de glaucoma são indicados?

     

    De acordo com o oftalmologista Caetano Bellote, o foco do tratamento para glaucoma está no controle e na diminuição da pressão sobre o olho: “Geralmente, a terapia é feita com o uso de colírio para glaucoma, mas podem ser necessários procedimentos cirúrgicos e a laser”. A escolha irá depender do tipo da doença que o paciente tem.

    Para o glaucoma de ângulo aberto, o tratamento é feito com colírios de uso diário, medicamentos de uso oral específicos. Caso esteja em seu quadro avançado, o paciente pode precisar passar por um procedimento a laser para desobstruir a circulação do humor aquoso – é a dificuldade de drenar esse líquido que gera a pressão sobre o olho. No caso do glaucoma congênito, o tratamento precisa ser cirúrgico, já que só assim o médico consegue fazer a desobstrução.

    Glaucoma tem cura? A cirurgia de glaucoma oferece riscos?

     

    É importante frisar que qualquer tipo de cirurgia oferece riscos, mas para tranquilizar os pacientes receosos, o Dr. Caetano garante que, em mãos experientes e com uma boa indicação médica, os riscos são muito menores. Por outro lado, o especialista esclarece: “Não existe cura para o glaucoma! Tanto a cirurgia quanto os demais tratamentos têm o objetivo de controlar a doença”. Por isso é tão importante ir regularmente ao oftalmologista para um check-up anual ou a cada seis meses e se certificar de que a doença está sob controle. 

    Além do glaucoma, a consulta ao oftalmologista também ajuda a controlar e a prevenir outros problemas oculares, como miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia, que são os mais comuns entre os brasileiros. Com o exame de vista, é possível detectar o glaucoma e todas essas doenças num estágio ainda precoce, garantindo um tratamento mais simples e com maiores chances de sucesso. 

    É possível evitar os danos causados pelo glaucoma?

     

    O oftalmologista adverte: “A melhor forma de evitar os danos do glaucoma é o diagnóstico precoce da doença. Por isso, a importância de consultas de rotina com o seu médico especialista de confiança”. Sabemos que o tratamento para glaucoma é fundamental para combater o estágio grave da doença, mas, tão importante quanto, é uma rotina de cuidados bastante regrada para manter o controle dessa condição que afeta a vista.

    Entre as medidas recomendadas estão não tocar instrumentos de sopro, como flauta e trompete, pois isso eleva a pressão intraocular, muito menos beber uma quantidade elevada de líquido rápido demais, já que o hábito aumenta a produção de humor aquoso nos olhos. Outra dica importante é diminuir ao máximo o uso de telas (celular, televisão, computador), já que ficar de frente para esses aparelhos por um tempo exagerado pode agravar a doença. 

    Com que idade devo ir ao oftalmologista?

     

    Seguindo a recomendação da Sociedade Brasileira de Oftalmopediatria (SBOP), a primeira consulta ao oftalmologista deve ser feita ainda no primeiro ano de vida da criança, se possível, quando completar os 6 meses de idade. Não é necessário que o paciente tenha algum tipo de queixa para visitar esse profissional. Entretanto, os responsáveis e cuidadores precisam ficar atentos aos sinais de alterações visuais dos pequenos:

    • cai ou esbarra com muita frequência;

    • pisca de forma excessiva;
    • apresenta sensibilidade ao sol ou qualquer outro tipo de claridade;
    • tem muita coceira nos olhos;
    • chega muito perto da TV para assistir um desenho, por exemplo;
    • sente dor de cabeça com certa frequência.

    Todos esses sintomas podem estar relacionados com alguma alteração ocular. No entanto, na maioria dos casos, a criança (principalmente quando muito pequena) não reclama de nada sobre esses aspectos e é exatamente por isso que uma consulta de rotina com o oftalmologista no primeiro ano de vida se torna tão importante.

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