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    Professor consegue controlar depressão e síndrome do pânico com tratamento adequado

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    A depressão e a síndrome do pânico são transtornos psiquiátricos bastante distintos. No entanto, as duas doenças podem ser diagnosticadas em um mesmo paciente. Em casos assim, chamados de comorbidades, o psiquiatra deve levar em consideração as particularidades de cada distúrbio para elaborar um tratamento eficaz que possibilite dar uma boa qualidade de vida ao paciente.

     

    Antidepressivos são utilizados para tratar diversos transtornos mentais

     

    “A presença de comorbidades exige o diagnóstico e propostas terapêuticas mais amplas, apesar de alguns tratamentos poderem servir para várias comorbidades apresentadas por um paciente”, afirma o psiquiatra Ricardo Torresan. Os antidepressivos, por exemplo, podem ser utilizados para tratar casos de depressão e transtornos de ansiedade.

    O professor Weliton de S. foi diagnosticado em 2010 com as duas doenças. Ao consultar um cardiologista por causa do aumento repentino da pressão arterial, o morador de Várzea Grande, no Mato Grosso, foi orientado a procurar um psiquiatra para avaliar seu quadro. Descobriu primeiro a depressão e logo depois, foi diagnosticado com síndrome do pânico.

     

    Isolamento é um dos principais sintomas da depressão

     

    “Não conseguia sair de casa, tinha medo de andar de carro, de sofrer um acidente e machucar alguém”, lembra Weliton, hoje com 54 anos. Ele conta também que, aos poucos, foi se isolando de pessoas próximas e já chegou a ficar duas horas sozinho no banheiro. Os sintomas foram agravados por cinco perdas importantes na família em menos de um ano, além de problemas financeiros e dificuldades no trabalho.

    O mato-grossense iniciou o tratamento para os dois transtornos e os sintomas diminuíram. Acreditou que estava curado e parou de tomar a medicação. No entanto, o professor teve uma forte recaída e precisou voltar ao médico que, desta vez, indicou outro medicamento antidepressivo, capaz de tratar tanto a depressão quanto a síndrome do pânico. “Esse remédio é melhor, não tem efeito colateral. Em três meses já tive resultado. Estou bem melhor”, diz Weliton.

     

    Dr. Ricardo Cézar Torresan é graduado pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho e atua em Botucatu. CRM-SP: 100415

     

    Foto: Shutterstock

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