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    Miocardite: problema pode ser confundido com hipertensão arterial?

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    Entre as cardiopatias existentes, a hipertensão arterial é, sem dúvida, uma das doenças mais comuns, sendo herdada dos pais em 90% dos casos, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Entretanto, outra doença do coração pode ser grave o suficiente para causar danos ao órgão: a miocardite. Mas, será que essas doenças têm alguma ligação? Os sintomas das duas podem causar confusão? Para esclarecer essas e outras dúvidas, convidamos a cardiologista Ana Catarina Periotto para explicar esse assunto. Saiba mais! 

    O que é miocardite? Entenda se hipertensão e miocardite andam juntas


    De acordo com Dra. Ana Catarina, a miocardite é uma
    inflamação no músculo cardíaco, causada por infecções ou outras causas: “Pode ser causada por vírus, como HIV e COVID-19, protozoários, como na doença de Chagas, doenças autoimunes, como febre reumática e esclerodermia, doenças do metabolismo como doença de Fabry, por substâncias tóxicas, como álcool, dentre outras”.

    A cardiologista explica que os sintomas da miocardite não podem ser confundidos com os da hipertensão porque não são similares: “A miocardite causa fraqueza e insuficiência do músculo do coração, o que geralmente provoca pressão baixa e arritmias”. A hipertensão arterial, por sua vez, é uma doença silenciosa e só apresenta sintomas quando a pressão já está muito alta e descontrolada: fortes dores no peito e na cabeça, visão embaçada e, em alguns casos, sangramento nasal.

    Miocardite não causa hipertensão e pode ser evitada

    Segundo a cardiologista, a doença também não causa hipertensão e, em algumas situações, pode ser evitada. Porém, a doença é imprevisível. “Algumas causas são evitáveis, como evitar o consumo de bebida alcoólica, se prevenir contra o HIV, usar regularmente medicamentos para pacientes que já têm febre reumática. Mas, infelizmente, os demais vírus são imprevisíveis. Por exemplo, a miocardite pela COVID-19 é rara, mas pode acontecer em qualquer tipo de pessoa infectada. Não há até o momento nenhum medicamento ou vitamina capaz de evitar que o vírus atinja o coração. É importante ficar atento aos sintomas de falta de ar, palpitações e cansaço, que podem indicar o acometimento do coração”, explica a médica. 

    O tratamento da miocardite costuma ser determinado a partir da causa do problema, como esclarece Dra: Ana Catarina: “Por exemplo: a miocardite alcoólica melhora muito se a pessoa se abstém de consumir bebida alcoólica. A miocardite pelo vírus do HIV pode estabilizar, ou seja, parar de progredir, se for feito o tratamento com os antirretrovirais, que é o tratamento contra o próprio HIV. Alguns tipos de miocardite podem evoluir para insuficiência cardíaca e, então, o tratamento é semelhante ao tratamento da insuficiência cardíaca de outras causas, sendo feito com vasodilatadores e betabloqueadores. Às vezes, são necessários marca-passo, antiarrítmicos e até transplante cardíaco em casos avançados”, finaliza a cardiologista.

     

    Dados do Ministério da Saúde: https://bvsms.saude.gov.br/hipertensao-18/

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