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    Febre: como funciona o sistema de regulação térmica do corpo?

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    O corpo humano é dotado de um sistema que trabalha a todo momento com o objetivo de controlar sua temperatura. Essa regulação térmica é feita por meio do balanço entre a perda e a produção ou aquisição do calor. Quando algo de errado acontece, o corpo logo dá sinais e tenta corrigir o problema. Um desses mecanismos é a febre, ou seja, a elevação da temperatura corporal acima dos 37 graus Celsius.

    Febre é causada por infecções, hemorragias, traumatismos e doenças cardiovasculares


    Participam desse processo da febre os sensores térmicos (hipotálamo anterior e área pré-óptica, receptores cutâneos e os receptores existentes em órgãos corporais), o centro integrador e de comando, a hipófise e os sistemas nervosos central, autônomo e somático.

    Entre as causas da febre, vale destacar as infecções causadas por vírus (como é o caso de um quadro de gripe), bactérias, fungos e parasitas. Além disso, existem ainda as causas não infecciosas, entre as quais se destacam as doenças do sistema nervoso central, como hemorragias e traumatismos, as neoplasias, como câncer de fígado, rins e intestinos, as doenças cardiovasculares, o hipertireoidismo e alguns tipos de hepatites.

    Febre diminui reprodução de bactérias durante infecção


    “A elevação da temperatura corporal por meio da febre aumenta as possibilidades de sobrevida em uma situação de infecção”, explica o clínico geral Ricardo Matias. Este efeito é conseguido graças à redução do crescimento e da capacidade de reprodução de várias espécies bacterianas e ao aumento da capacidade de destruição de células e bactérias dos neutrófilos e linfócitos, promovidos pela febre.
    Neutrófilos e linfócitos são células que atuam na defesa do corpo.
    No entanto, é preciso ficar atento à febre alta, que pode prejudicar o corpo de forma perigosa. “Temperaturas superiores a 41°C induzem a desnaturação enzimática, alteração da função mitocondrial, instabilidade nas membranas celulares e alteração das vias metabólicas dependentes de oxigênio, podendo culminar em falência multiorgânica”, alerta o médico.
    Foto: Shutterstock

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