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    Existem semelhanças entre a esquizofrenia e o transtorno bipolar?

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    A conscientização sobre a importância de debater os distúrbios mentais é cada vez maior e contribui para que a população conheça mais essas doenças e, assim, diminua o seu preconceito. Muitas pessoas, por exemplo, já ouviram falar na esquizofrenia e no transtorno bipolar, mas não sabem que, apesar de serem problemas diferentes, eles podem apresentar algumas semelhanças entre si.
    De acordo com o psiquiatra Marcelo Calcagno Reinhardt, ambos os distúrbios são crônicos e podem limitar bastante os doentes. “Nos casos graves, em especial em pacientes na fase eufórica do tipo mais grave do transtorno bipolar e na esquizofrenia paranoide, alguns sintomas podem ser semelhantes, como grandiosidade, delírio, alucinação e agitação psicomotora”, explica o médico.

    Esquizofrenia e transtorno bipolar têm alguns sintomas parecidos

    Nestes casos, as doenças podem ser confundidas. Caberá a um especialista a tarefa de fazer o diagnóstico corretamente, analisando a história do paciente com atenção, falando com os familiares e procurando por sintomas que estejam característicos de apenas um dos distúrbios, principalmente as alterações de humor típicas do transtorno bipolar.
    Além dos sintomas já citados, a esquizofrenia também pode deixar o pensamento desorganizado e tornar o paciente mais isolado, falando pouco e quase não se expressando emocionalmente. Já o transtorno bipolar é constituído de fases, com sintomas que vão desde pouco sono, fala excessiva, distração e hiperatividade até tristeza, baixa autoestima, cansaço e alterações no peso.

    Pacientes podem ter esquizofrenia e transtorno bipolar ao mesmo tempo?

    Existem, no entanto, pessoas que podem ter tanto sintomas da esquizofrenia quanto do transtorno bipolar. O tratamento desse quadro, chamado de transtorno esquizoafetivo, também é feito com terapia e medicamentos e requer a ajuda dos familiares. “A família precisa estar envolvida, participar das consultas, auxiliar com informações precisas, ajudar no tratamento, tanto medicamentoso quanto psicoterápico, na inserção social e, sobretudo, aprendendo a lidar com os transtornos e e com seus preconceitos”, afirma o psiquiatra.
    Dr. Marcelo Calcagno Reinhardt é psiquiatra e formado em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). CRM-SC: 10573
    Foto: Shutterstock

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