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    Doação de sangue: saiba as principais regras e a importância da doação

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    Doação de sangue: saiba as principais regras e a importância da doação

    Doar sangue é uma atitude altruísta capaz de salvar vidas. Não é raro alguém sofrer um acidente de carro ou passar por uma cirurgia complexa e necessitar de uma transfusão de sangue. No entanto, os bancos de sangue precisam ser constantemente repostos para que todas as pessoas possam ser atendidas. O problema é que nem sempre o número de doadores é suficiente.

    Segundo o hematologista Afonso Cortez, é importante que pessoas com boas condições de saúde doem sangue ao menos duas vezes por ano para manter o estoque e atender às necessidades dos hospitais. “Em casos de emergências, é preciso fazer apelos à população. A quantidade de doações apresenta queda em época de férias, no inverno e em feriados prolongados”, explica o médico.

    Como funciona a doação de sangue

    Não são todas as pessoas que podem fazer uma doação. Existem regras nacionais estabelecidas pelo Ministério da Saúde que ajudam a proteger tanto os doadores quanto os receptores. 

    Para saber se um indivíduo está apto ou não para doar sangue, um médico ou enfermeiro realiza uma entrevista clínica para esclarecer dúvidas e fazer perguntas ao candidato. Febre, gripe, gravidez recente, cirurgias, vacinação, tatuagem e uso de medicamentos são impeditivos temporários e devem ser comunicados ao profissional para que ele avalie o caso.

    Principais regras para doar sangue:

     

    • Ter entre 16 e 69 anos de idade;
    • Pesar acima de 50 quilos;
    • Estar bem alimentado e saudável;
    • Estar descansado, ter dormido no mínimo 6 horas;
    • Portar documento de identidade oficial com foto.

    Homens podem doar 4 vezes ao ano, com intervalo de dois meses e mulheres podem realizar a doação 3 vezes por ano com um período de três meses entre cada uma delas.

    Quem não pode doar sangue:

    • Pessoas menores de 16 anos;
    • Pessoas abaixo de 50 quilos;
    • Usuários de drogas injetáveis e inalatórias; 
    • Portadores do vírus HIV ou hepatite B e C;
    • Pessoas que praticaram sexo sem proteção e que têm múltiplos parceiros sexuais; 

    Outras doenças também fazem pessoas ficarem fora da ação: “Pessoas com antecedente de câncer, doenças cardíacas e que tiveram suspeita de dengue, zika vírus ou chikungunya, no último mês, são impedidas de doar”, exemplifica Cortez.

    Cuidados após a doação de sangue 

    O processo costuma levar em média 40 minutos, ao todo. Incluindo a entrevista, triagem e coleta do sangue (o preenchimento da bolsa de sangue leva em média 15 minutos) e podem ser retirados até 470 ml de sangue. Depois da doação, é preciso descansar durante dez minutos e não fazer esforço ao longo do dia.

    Dr. Afonso José Pereira Cortez é hematologista e hemoterapeuta e diretor médico da Associação Beneficente de Coleta de Sangue (Colsan). CRM-SP: 47488

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