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    Dermatite atópica: o que é? Conheça sintomas, prevenção e tratamentos dessa doença de pele

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    Dermatite atópica: você já ouviu falar dela? Também chamada de eczema atópico, essa doença é muito mais comum do que se imagina. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, estima-se que 20% das crianças e 5% dos adultos no Brasil convivam com os sintomas de dermatite atópica. Por isso, é fundamental saber mais sobre a doença e entender como lidar com ela. Para esclarecer mais sobre  sintomas, prevenção e tratamento para dermatite atópica, conversamos com o dermatologista Lucas Miranda. Confira! 

     

    O que é dermatite atópica

    De acordo com Dr. Lucas, a dermatite atópica é uma doença inflamatória crônica da pele. “Ela é caracterizada por erupções cutâneas pruriginosas, vermelhidão, inchaço e descamação. A dermatite atópica é considerada uma doença crônica, mas os sintomas podem variar ao longo do tempo, com períodos de melhora e piora”, comenta o dermatologista.

     

    O que causa a dermatite atópica?

    Como doença crônica, a dermatite atópica se desenvolve a partir de fatores internos e externos, que, segundo Miranda, podem ser muitos: “Predisposição genética, disfunção na barreira cutânea, reações imunológicas anormais e exposição a alérgenos e irritantes ambientais, dentre eles períodos mais frios e secos, como o inverno, ou maior exposição a ambientes fechados, aumentando o contato com mofo, ácaro e afins, bem como o pólen”, diz o médico. 

    Estresse emocional, mudanças climáticas e infecções também podem ser agentes desencadeadores de uma crise de dermatite atópica. Porém, para realmente diferenciá-la de outras doenças de pele, o ideal é consultar um especialista. “A dermatite atópica pode ser diferenciada de outras condições por meio de uma avaliação clínica feita por dermatologista, levando em consideração os sintomas, histórico médico e exame físico”, esclarece.

     

    Sintomas da dermatite atópica incluem coceira e vermelhidão

    Dr. Lucas menciona que a dermatite atópica pode ser identificada a partir de alguns sintomas simples na pele, como coceira intensa, erupções vermelhas e secas, sensação de pele áspera e inflamada. Porém, o dermatologista enfatiza que não é só a pele que acaba prejudicada, mas, também, a saúde geral do paciente. “A dermatite atópica pode ter impactos mais amplos na saúde do paciente, uma vez que a coceira e as lesões na pele podem afetar o sono, a qualidade de vida e, até mesmo, a saúde emocional”, alertou o especialista. 

    O médico também revela que as áreas mais afetadas pela dermatite podem variar de pessoa para pessoa, mas existem regiões do corpo mais comuns. “No geral, são as dobras dos cotovelos, joelhos, mãos, rosto, pescoço e áreas de dobras da pele. Esses locais são mais propensos às lesões devido à maior sensibilidade da pele, além da possibilidade de fricção e umidade, que podem agravar os sintomas da dermatite”.

     

    Mudança de hábitos é essencial para prevenir as crises de dermatite atópica

    Quem tem dermatite atópica sabe o quanto as crises podem ser incômodas. Por isso, o ideal é saber como evitá-las ou, no mínimo, diminuir a frequência e a duração delas. O ideal é que o paciente adote uma rotina de mudança de hábitos, principalmente nas épocas mais frias e de maior incidência das crises. 

    Um bom hábito, por exemplo, é o uso de um creme hidratante para dermatite atópica, como destaca Dr. Lucas. “Para prevenir as crises, é importante adotar cuidados específicos. Isso inclui a manutenção de uma rotina de hidratação regular com produtos indicados por dermatologista após a consulta”, explica o médico. 

     

    Creme para dermatite atópica deve ser indicado para peles sensíveis

    Conforme o indicado pelo dermatologista, é importante que o hidratante usado respeite as condições da pele. “Geralmente, usamos os adequados para peles sensíveis”, reitera. Além disso, é importante tomar cuidado com outros hábitos cotidianos. “Evitar banhos muito quentes e longos, usar produtos de limpeza suaves e não irritantes, usar roupas de algodão e evitar exposição a alérgenos conhecidos”. 

    Produtos que tenham função reparadora, restauradora e fortalecedora costumam ser bem recebidos por peles com dermatite atópica. Alguns ativos que podem estar no rótulo são hidratantes calmantes, como a niacinamida e as ceramidas. Outros componentes, como d-pantenol (vitamina B5), óleos como o de girassol e manteiga de karité também são muito benéficos para peles sensibilizadas. Porém, antes de utilizar qualquer produto, é imprescindível contar com a orientação do seu dermatologista.

    Outro cuidado importante é no que diz respeito à limpeza da pele do paciente. A higienização, se feita com um produto mal indicado, pode agredir a barreira cutânea e piorar as crises, causando descamação e coceira mais intensas. Um sabonete para dermatite atópica deve ser usado respeitando as necessidades da pele, isto é, indicado para peles sensíveis. Procure orientação especializada para escolhê-lo. Também é interessante lavar o rosto sempre com água fria ou morna, para manter a barreira da pele íntegra. 

     

    Como é o tratamento para dermatite atópica?

    Dr. Lucas aponta que o tratamento indicado deriva da intensidade e gravidade do quadro e por isso, varia de pessoa para pessoa. “O tratamento da dermatite atópica pode envolver o uso de cremes tópicos de corticosteroides (medicamentos anti-inflamatórios que reduzem a vermelhidão) para controlar a inflamação e a coceira durante as crises. Nos casos mais graves, podemos prescrever medicamentos imunomoduladores tópicos ou sistêmicos”, revela. 

    Ainda é enfatizado pelo médico que todo tratamento deve ser individualizado após a consulta, para evitar qualquer possibilidade de automedicação – que pode causar uma série de problemas e riscos à saúde do paciente. Se você quer ter um tratamento para dermatite atópica de sucesso, siga todas as recomendações do seu dermatologista!

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