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    Como funciona a medicação de uso contínuo para controle da asma?

    Asma e Bronquite
    Sintomas

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    O tratamento para asma é principalmente conduzido com o uso de medicações específicas. Em linhas gerais, existem duas formas de tratamento: contínuo e de resgate. O primeiro (também conhecido como medicação controladora) é constante e visa manter a doença sob controle, evitando crises e riscos para o paciente. Já o segundo (também chamado de medicação de alívio) é uma medida com caráter mais emergencial, visando a estabilização do paciente diante da piora da asma. Confira abaixo algumas informações sobre esses dois tipos de tratamento!

    Principais características das medicações para controle da asma


    “A grande maioria dos pacientes com asma é tratada com dois tipos de medicação: a controladora ou de manutenção, que serve para prevenir o aparecimento dos sintomas de asma e
    evitar as crises; e a de alívio ou de resgate, que serve para aliviar os sintomas quando houver piora da asma”, afirma a pneumologista Laís Fraga.

    Segundo a especialista, as medicações controladoras reduzem a inflamação dos brônquios, diminuindo o processo inflamatório das vias aéreas e o edema da mucosa, aumentando o calibre da via área e diminuindo consideravelmente a secreção brônquica. Por isso, o uso regular das medicações controladoras diminui o risco de crises de asma e de perda futura da capacidade respiratória.

     

    Uso regrado da medicação controladora é essencial 


    É importante pontuar a importância da medicação de controle na manutenção do quadro de asma. O medicamento de resgate não tem ação de longo prazo e, por isso, deve ser visto como uma exceção no tratamento. “O uso correto da medicação controladora reduz ou até mesmo elimina a necessidade do uso da medicação de alívio e as idas aos serviços de emergência. Ou seja, ao seguir o tratamento de maneira exemplar, a grande maioria dos asmáticos pode ter uma vida normal, exatamente igual a das pessoas de mesma idade que não sofrem com asma”, acrescenta Fraga. 

    Na visão do Dr. Mauro Gomes, também pneumologista, a crise de falta de ar e a necessidade de medicamentos para controle dessas crises indicam que o asmático não possui a doença sob controle e que, portanto, necessita reavaliar o tratamento com seu médico. 

    “Broncodilatadores de longa ação não revertem a inflamação, mas dilatam as vias aéreas de maneira prolongada. A asma é uma doença crônica, assim como diabetes e hipertensão arterial. Sendo assim, exige do paciente o uso de medicação e acompanhamento ao longo de todo o ano e não somente nos momentos de crise de falta de ar”, conclui o profissional.

     

    Foto: Getty Images

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