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    Como é a recuperação da paciente com endometriose após a realização de uma laparoscopia?

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    O avanço das técnicas utilizadas para diagnosticar e tratar problemas de saúde tem dado mais conforto e rapidez à recuperação dos pacientes. Nos casos de endometriose, a laparoscopia, procedimento que pode ser utilizado tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento da doença, permite que mulheres retornem às suas rotinas em poucos dias. 

    Recuperação da paciente depende dos métodos empregados pelo médico


    A laparoscopia é uma cirurgia considerada pouco invasiva. O cirurgião faz apenas alguns cortes pequenos na região desejada e usa um dispositivo com uma pequena câmera de vídeo para localizar e retirar os focos da endometriose ou partes de órgãos afetados. Segundo o ginecologista e obstetra Alexandre Brandão Sé, a recuperação da paciente varia de acordo com as técnicas empregadas durante a laparoscopia. 

    “Depende do tipo de ressecção que foi feita. A histerectomia e ressecção intestinal ou vesical retardam a recuperação, mas a recuperação da cirurgia por vídeo é sempre mais rápida do que da cirurgia aberta”, afirma o especialista. A histerectomia consiste na retirada do útero, enquanto as ressecções intestinal e vesical são a retirada de partes do intestino e da bexiga. 

    Paciente pode se recuperar da laparoscopia em poucos dias


    Quando o procedimento é feito apenas para remover os focos da endometriose e não partes dos órgãos afetados pela doença, a recuperação, nos casos simples, pode levar de 2 a 4 dias. Logo após a cirurgia, caso a paciente queira engravidar, ela pode começar a planejar o momento de
    realizar a fertilização. “Se não pretende, deve-se definir se será usado hormônio no pós-operatório para diminuir as chances de recidiva da doença”, explica o médico. 

    Vale lembrar que a endometriose é uma doença que precisa de acompanhamento médico mesmo depois da realização da cirurgia, devido à possibilidade de novos focos aparecerem após o procedimento. “Em alguns casos, a chance de recidiva chega a 30%, como nas pacientes que têm endometrioma nos dois ovários”, alerta o ginecologista. 

     

    Foto: Shutterstock

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