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    A bronquite crônica é mais comum na terceira idade? Por quê?

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    Uma das manifestações da chamada DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), a bronquite crônica está ligada diretamente aos efeitos que o cigarro provoca ao longo dos anos e por isso acaba sendo mais comum na terceira idade. Com o acúmulo de décadas de prática do tabagismo, a bronquite crônica tende a se manifestar.
    É mais comum encontrar pessoas com DPOC e bronquite crônica na faixa acima dos 60 anos de idade, pois elas já se expuseram aos efeitos deletérios do cigarro durante muitos anos. Contudo, é possível encontrar pessoas mais jovens com DPOC e bronquite crônica”, aponta a pneumologista Vanessa Cristina Hartmann. “Estima-se que existam 65 milhões de pessoas com DPOC em todo mundo, segundo a OMS (organização Mundial de Saúde)”.

     

    Sintomas da bronquite crônica e DPOC

     


    Segundo a especialista, a bronquite crônica é classicamente definida por tosse persistente por pelo menos 3 meses, durante 2 anos consecutivos. “
    Normalmente essa tosse piora pela manhã. É o ‘pigarro’ que os fumantes tanto relatam. Já a DPOC, de um modo geral, tem diversos outros sintomas, como falta de ar, dificuldade para realizar as atividades do dia a dia, além de manifestações sistêmicas que podem estar associadas, como doença cardíaca isquêmica, osteoporose, perda e fraqueza muscular, aterosclerose e diabetes”.

    Além da carga tabágica (quantidade de cigarros fumados por dia), o desenvolvimento da DPOC também está ligado à predisposição genética de cada pessoa. “Se uma pessoa fuma 1 maço de cigarro por dia há 30 anos e tem DPOC leve, não necessariamente uma outra pessoa que faz exatamente o mesmo terá a doença leve, pois se a sua predisposição for maior, poderá desenvolver DPOC mais rapidamente e com manifestações mais graves”, afirma Vanessa.

     

    Prevenção e tratamento da doença

     

    Como o principal fator de risco para bronquite crônica e DPOC em geral é o tabagismo, não fumar é a forma ideal de prevenção e também é parte do tratamento desses problemas. Não se expor passivamente à fumaça do cigarro também é importante. “Sempre há benefícios em parar de fumar, mesmo em pacientes mais idosos e com doença mais avançada. Mas é claro que quanto antes parar de fumar, melhores serão os benefícios”, conclui a pneumologista.

     

     

    Foto: Shutterstock

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