Convivendo com a asma: de quanto em quanto tempo você deve trocar o dispositivo inalatório?


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Hoje existem diversos dispositivos inalatórios para os medicamentos utilizados no tratamento da asma. Alguns são descartáveis, durando normalmente 30 dias, e outros possuem uma durabilidade maior (cerca de 3 meses). Estes são utilizados pelos pacientes que inalam medicamentos que utilizam cápsulas inalatórias.

O dispositivo inalatório deve ser sempre higienizado após o uso para retirar os resíduos do medicamento, seja com uma escova, pincel macio ou uma haste flexível de algodão com solução anti-séptica (como água oxigenada 10 volumes). Você deve trocar esse dispositivo sempre que houver sujeira visível que não possa ser removida, ou a cada 3 meses”, informa a pneumologista Vanessa Cristina Hartmann.

 

Higiene e troca de dispositivo inalatório de asma devem ser feitas para evitar germes

 


Conforme explica a especialista, é importante que você faça a higiene e a troca para que o dispositivo não se torne colonizado por bactérias e fungos, os quais podem ser levados até os pulmões durante a inalação do medicamento. “Sendo assim, se torna um potencial veículos de transmissão de doenças e infecções respiratórias. Além disso,
a presença de poeira no dispositivo pode piorar as alergias respiratórias, deflagrando crises de rinite alérgica e de asma”.

A médica ressalta que o dispositivo inalatório de asma está sempre em contato com suas mãos e boca, o que torna a entrada de bactérias e fungos não apenas algo esporádico, mas uma constante. “Além disso, a própria exposição ao meio ambiente pode fazer com que o aparelho seja habitado por estes e outros micro-organismos”.

 

Riscos de usar o mesmo dispositivo por mais tempo do que o ideal

 


Insistir em usar o mesmo inalador por mais tempo do que o recomendado, segundo Vanessa, é um risco desnecessário. “Nunca é demais destacar que os germes presentes nos dispositivos mais antigos e/ou mal higienizados podem ser transmitidos para as suas vias respiratórias, causando ou agravando
, assim, crises alérgicas ou até infecções respiratórias”, alerta a pneumologista. Caso ainda tenha dúvidas, converse com seu médico, que pode te auxiliar no uso correto da medicação e na higienização do inalador.

 

Dra. Vanessa Cristina Hartmann dos Santos é médica pneumologista, formada em medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e com residência médica em pneumologia pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS). CRM-RS 34626

 

Foto: Shutterstock

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