Por que a memória de curto prazo é a mais afetada pelo Alzheimer?


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A doença de Alzheimer é um transtorno visto normalmente nos idosos e que provoca a perda progressiva das capacidades cognitivas, como a memória, a atenção e a linguagem, devido à degeneração do cérebro. Entretanto, comparando a memória de curto prazo com a de longo prazo, há uma percepção de que os pacientes perdem a de curto prazo com mais facilidade. Será que isso é verdade?

 

Alzheimer afeta a memória de curto prazo primeiro

 


“As primeiras regiões nas quais as lesões da doença se instalam são justamente os hipocampos, estruturas cerebrais que fixam a memória”, afirma o geriatra e nutrólogo Leandro Minozzo. É por isso que os pacientes com Alzheimer vivem um acontecimento ou recebem um recado e, em poucos minutos, não conseguem mais se lembrar.

No entanto, de acordo com o especialista, o Alzheimer acaba se espalhando por todo o sistema nervoso e com o avanço da doença, outras regiões do cérebro também são afetadas. É o caso da linguagem, da função executiva, da capacidade de orientação e das memórias mais antigas, que logo começam a se perder também.

 

Tratamento do Alzheimer reduz a velocidade da perda da memória

 


Realizar o tratamento de forma integral é uma das principais maneiras de reduzir a velocidade da perda da memória. “Refiro-me desde a alimentação aos exercícios físicos, passando pelo controle de glicemia e nutrientes até o
uso de medicamentos. A pessoa deve ser analisada e tratada como um todo”, defende o profissional. Entre as medicações estão os inibidores da acetilcolinesterase, que podem estabilizar ou diminuir a velocidade da perda de funções cognitivas e o surgimento de alterações psicológicas e de comportamentos.

“Nas fases iniciais, uma alternativa interessante é a reabilitação cognitiva que, em termos leigos, seria uma fisioterapia cerebral”, recomenda o geriatra. Minozzo acredita que é necessário identificar os sintomas da doença o quanto antes para iniciar as diferentes abordagens do tratamento, que visam estabilizar as perdas cognitivas e funcionais e garantir uma melhor qualidade de vida aos pacientes.

 

Dr. Leandro Minozzo é geriatra, nutrólogo e mestre em Educação, graduado em Medicina pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre e atua em Novo Hamburgo (RS). CRM-RS: 32053 – Site oficial

 

Foto: Shutterstock

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2 comentários para "Por que a memória de curto prazo é a mais afetada pelo Alzheimer?"

mannie

a minha esposa esta numa situacao de nao registar na memoria curta as menssagens por nos transmitidas..ou seja falo com ela e de repente ja nao consegue lenbrar e esquece automaticamente..ja fui a um neurologist e ele diz que nao tem alzeimers..foram feitos os exmes relacionados o este doenca..ou seja um tac a cabeca… M.R.I…. UM ELETROCEFALOGRAMA, ANALISES AO SANGUE E O TESTE E NEGATIVO NAO …TEM ALZEIMERS.. AGORA A SITUACAO DE MEMORIA CURTA CONTINUA, O MEDICO RECEITOU ATIDEPRESSIVOS..SERA ESTE O TRATAMENTO CERTO ?ESTE SINTOMAS SAO REVERSIVEIS ? QUAL O MELHOR POSSIBEL TRATAMENTO PRA ESTA SITUACAO?

Cuidados Pela Vida

Olá Mannie, a perda de memória é o primeiro sintoma do Alzheimer, mas muitas vezes pode estar associada a outros quadros, como a depressão, por exemplo. A memória depende muito de motivação, atenção, concentração e emoção. Quando você está deprimido, perde motivação e emoção e, por consequência, atenção e concentração. Portanto, memoriza menos. Como ela já fez todos os exames e o médico fez o diagnóstico, o ideal é que ela inicie o tratamento e faça um acompanhamento periódico para que o médico avalie a evolução. Abraços.

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