O Mal de Alzheimer acomete mais as mulheres? Por que há essa impressão?


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O mal de Alzheimer é a maior causa de demência na terceira idade e afeta mais de 1,2 milhão de brasileiros, segundo estimativas da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz). Entre esses casos, existe uma impressão de que a grande maioria dos pacientes afetados pela doença pertence ao sexo feminino. Mas, será que os dados científicos confirmam essa hipótese?

Diferença na expectativa de vida faz Alzheimer parecer doença típica de mulheres


Segundo a geriatra Daniela Fonseca de Almeida Gomez, essa impressão existe porque as mulheres vivem mais que os homens, mas não há diferença entre os gêneros: “As mulheres têm uma expectativa de vida maior que a dos homens e, quanto maior a idade, maior a chance de ter Alzheimer. A demência de Alzheimer não é doença de gênero, ou seja, não tem relação com o fato de ser homem ou mulher”.

O tratamento, os cuidados prestados aos pacientes e os sintomas do Alzheimer também não costumam variar de acordo com o gênero. Mas, a médica faz uma ressalva: “É importante salientar que, independentemente do gênero, o cuidador deve conhecer a biografia de cada paciente de que cuida, pois, desta forma, pode estimulá-los mais e criar mais vínculos, o que facilita o cuidado”.

Como retardar o desenvolvimento do mal de Alzheimer


Como a população brasileira está envelhecendo rapidamente, a tendência é de que o número de diagnósticos da doença cresça ainda mais. É preciso, portanto,
investir na prevenção que, no caso de Alzheimer, envolve medidas para combater os fatores de risco modificáveis e, assim, retardar o aparecimento da doença e dar mais qualidade de vida aos pacientes.

“Os seis pilares da saúde cerebral são atividade física regular, dieta saudável, acompanhamento médico, sono repousante, atividades intelectuais e interação social”, cita Ricardo Komatsu, que também é geriatra. Além disso, é importante que os brasileiros conheçam mais a doença e seus sintomas, até mesmo para identificá-los e iniciar o tratamento precocemente.

Dra. Daniela Fonseca de Almeida Gomez é geriatra e gerontóloga e graduada em Medicina na Faculdade de Ciências Médicas de Santos (SP). CRM-SP: 104817 – www.idosos.med.br

Dr. Ricardo Komatsu é geriatra, médico clínico e chefe da Disciplina de Geriatria e Gerontologia da Faculdade de Medicina de Marília (SP). CRM-SP: 56604

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