A importância de não excluir seu familiar com Alzheimer de atividades sociais


  • +A
  • -A

O mal de Alzheimer é uma doença crônica que resulta na perda progressiva da memória. O tratamento ajuda a retardar os efeitos que desgastam as conexões das células cerebrais e por isso é essencial que seja realizado com o maior engajamento possível. Mas o tratamento não se baseia apenas em remédios e consultas com especialistas. O estímulo a diversas práticas, como a interação social, também faz parte desse processo.

Você que é cuidador de um paciente com Alzheimer deve ter em mente que a sua função é vital para que o doente se mantenha incluído socialmente. Com o diagnóstico da doença, o paciente perde gradativamente a autonomia e a independência e por isso precisa dos seus cuidados, mas sempre participando de atividades sociais.

Prática de atividades sociais diversas é essencial no tratamento de Alzheimer


“Essas atividades se estendem muito e são bem simples. Alguns exemplos são: frequentar festas de aniversário e reuniões familiares; caminhadas e exercícios físicos em geral; participação em grupos de terceira idade, bingos, reuniões com amigos etc. Enquanto o paciente puder frequentar atividades sociais, é importante não excluí-los”, afirma o geriatra José Eduardo Martinelli.

Ainda segundo o médico, não existem atividades específicas nesse contexto. Os pacientes devem participar de qualquer atividade que faça a inclusão social, tais quais as já citadas. Terapias envolvendo arte, música e animais domésticos também são opções interessantes. “A sociabilidade faz parte do tratamento não medicamentoso e contribui de maneira significativa como complemento do tratamento com remédios”.

Isolamento social acelera evolução do Alzheimer


Além de prejudicar os indivíduos que já contam com o diagnóstico de Alzheimer, o isolamento social é um dos fatores mais importantes para que as pessoas fiquem predispostas à demência da doença. “Quem já possui Alzheimer tende a sofrer ainda mais com a evolução do quadro quando se isola.
Os sintomas pioram mais rápido e as fases da doença se instalam também com maior velocidade”.

Dr. José Eduardo Martinelli é pneumologista e geriatra, sócio fundador e responsável técnico pelo Instituto Martinelli de Geriatria e Gerontologia em Jundiaí (SP). CRM-SP: 27875 – Site oficial

Foto: Shutterstock

TAGS
alzheimer

FIQUE POR DENTRO DE DICAS
DE SAÚDE
E BEM-ESTAR

13 comentários para "A importância de não excluir seu familiar com Alzheimer de atividades sociais"

Clarice

Muito bom o texto. Meu pai caminha sozinho, diz q não precisa de ninguem.

Amália

Meu marido tem Alzheimer e não quer sair de casa para nada, nem ir ao médico. Ele dorme muito, e quando está acordado, se coça o tempo todo. Sua pernas estão muito feridas. Passo remédio, mas não adianta, pois ele não deixa o corpo curar. Ele cutuca nos lugares onde a ferida forma casca, e arranca e dá aflição de ver. Eu levo no geriatra, neuro, psiquiatra e dermatologista. Não sei mais o que fazer. Ajudem por favor.

CUIDADOS PELA VIDA

Oi Amália, é importante investigar o motivo desta coceira para que o médico indique uma forma de aliviá-la. Segue o link de uma de nossas matérias com informações para você:
https://cuidadospelavida.com.br/saude-e-tratamento/alzheimer/alzheimer-frustracao-agressividade-pacientes
Abraços.

Somone

A música é sem dúvida a maior terapia para o meu paciente, dança ,bate palmas tenta acompanhar o ritmo, a

Marly de Moraes

Meu marido tem Alzheimer e Caminha todos os dias comigo ao lado come sozinho toma banho só e se veste sozinho, vê televisão e tem uma terapeuta ocupacional uma vez por semana o sr.acha que está bom ?

CUIDADOS PELA VIDA

Oi Marly, está ótimo, pelo seu relato podemos perceber que ele continua mantendo uma boa qualidade de vida. Abraços.

sueli

É de grande valia a orientaçao.

CUIDADOS PELA VIDA

Oi Sueli, continue por aqui para ter acesso a essas e outras informações. Abraços.

Idália

Amália, minha mãe tem essa mesma mania. Se deixar, tira sangue de tanto coçar, faz feridas. Resolvi colocando uma luva de tecido em suas mãos, além de sempre estar com as unhas bem curtas e lixadas, mas a luva é que resolveu. Normalmente ela não tira a luva, mas quando tira, temos que colocar quantas vezes for necessário. No caso dela resolveu o problema.

Daniele Diniz

Minha mãe tem Alzheimer, ela anda bem , banho higiene pessoal e alimentação faz sozinha ,mas precisa ser supervisionado e acompanhado. Ela frequenta uma.casa geriátrica, vai todos os dias , faz as refeições ,atividades , caminhada , al.da tentativa de interagir com outras pessoas. Pq se ela ficar em.casa ela só quer ficar deitada dormindo.Ela usa fralda por.conta da incontinência urinária.

Neide

Muito obrigada! Ler relato de outras pessoas nos ajudam muito.

CUIDADOS PELA VIDA

Oi Neide, ficamos felizes em saber! Abraços.

Lu Ouriques

Obrigada a todos , tenho minha mãe com 80 anos, a 3 anos , diagnósticada com Alzaimer,, mportante compartilhar com quem passa por isso é com profissionais, a minha mãe está sempre mexendo nos dentes, dizendo que tem algo, incomodando, levo seguido ao dentista mas não tem nada, somente algo de imaginação.

Deixe seu comentário

Obrigado por compartilhar sua opinião! Todos os comentários passam por moderação, por isso podem não aparecer imediatamente na matéria.