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    Por que o cigarro e o álcool são fatores de risco para osteoporose?

    Doenças dos Ossos

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    O tabagismo e o alcoolismo estão incluídos na lista de fatores de risco para osteoporose da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Além destes, destacam-se o sedentarismo, a hereditariedade e o próprio processo natural de envelhecimento. Mas por que, exatamente, o hábito de fumar cigarro e ingerir bebidas alcoólicas aumenta a chance de desenvolver osteoporose?

    Cigarro e álcool interferem na massa óssea

    Segundo o geriatra José Eduardo Martinelli, a nicotina presente no cigarro pode comprometer a absorção de cálcio. “Um fumante chega a perder 1% de massa óssea por ano”, afirma. Além disso, há uma diminuição do osteoblasto, célula produtora da matriz da massa óssea em decorrência das toxinas liberadas pelo cigarro. A Dra. Aline Ferreira, também geriatra, complementa que o tabagismo modifica o metabolismo do estrogênio, hormônio feminino – também presente no organismo dos homens, mas em menor quantidade – fundamental para a saúde óssea.

    O álcool, por sua vez, é perigoso mesmo quando consumido moderadamente, pois pode desencadear alguns efeitos negativos no organismo, principalmente em pacientes já com osteoporose ou predispostos a desenvolver a doença. “Quando o álcool é ingerido ele age no organismo de forma a diminuir as reservas de cálcio, o que consequentemente faz com que os ossos fiquem fragilizados”, explica o Dr. Martinelli.

    Outros fatores de risco para a osteoporose


    Além disso, o álcool age diretamente no fígado, um dos órgãos responsáveis para ativar a vitamina D, que é imprescindível para a absorção do cálcio no organismo. Naturalmente, evitar esses dois fatores diminuirá as chances de você sofrer com osteoporose, mas não garante que ela não se manifestará, porque existem outros fatores de risco relevantes envolvidos.

    “Existem diversos fatores de risco para a osteoporose, portanto, mesmo não bebendo nem fumando o indivíduo pode desenvolver a doença. Podemos citar alguns desses fatores: idade avançada, menopausa precoce, sedentarismo, baixo peso, história de fratura em parente de primeiro grau, lúpus, artrite reumatoide, uso crônico de corticoides, etc. Devemos lembrar que homens acima de 70 anos também têm que ser investigados, mesmo não havendo outros fatores de risco”, alerta a Dra. Aline.

     

    Dados da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia: https://sbgg.org.br/osteoporose-a-doenca-silenciosa/

    Foto: Shutterstock

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