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    Longevidade: sobre vida longa e com qualidade

    Cuidados e Bem-estar
    Longevidade
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    Por Dr. Ricardo Komatsu

    11 de maio de 2011

    Não existe uma fórmula mágica para ter uma vida longa e com qualidade em todas as suas fases. Porém, alguns fatores aumentam as chances de se obter isso. Não se trata apenas de manter hábitos saudáveis, de respeitar e cuidar diariamente do corpo e da mente, por mais que isso tudo seja essencial. A qualidade dos relacionamentos mantidos ao longo da jornada também é crucial nesse sentido. 

    Satisfação com relacionamentos pode beneficiar longevidade


    “Para ter uma vida longa, é necessário estabelecer uma atividade permanente, uma razão de viver, que una sua paixão, seu talento e sua ocupação. Enfim, que sua missão possa ser transformada em um bem para a comunidade local e global. Na cultura japonesa, esta razão de viver é chamada de ‘ikigai’”, informa o geriatra Ricardo Komatsu.

    Um estudo de Harvard feito com diversas pessoas durante décadas constatou que a entrega aos relacionamentos interpessoais e à comunidade, de forma mais ampla, e a satisfação gerada por isso influenciam muito positivamente para uma vida mais longa e feliz. Inclusive, o nível de satisfação com os relacionamentos é apontado como um medidor melhor do que as taxas de colesterol para saber como será a velhice de cada um.  

    Iniciar rotina de autocuidado cedo é fundamental


    Apesar de ser possível iniciar em qualquer faixa etária os cuidados para a promoção de uma boa qualidade de vida, os especialistas consideram ideal que isso seja posto em prática antes da manifestação de doenças. Ou, durante a juventude. Quanto mais cedo você começar esse processo de autocuidado, maiores as chances de ter uma vida longa, saudável e feliz, inclusive durante a velhice.

    “É importante ainda destacar que toda pessoa deve ter acompanhamento médico periódico, em todas as fases da vida. Desde o pré-natal, nascimento com a puericultura, na adolescência, vida adulta e durante o envelhecimento. Isso permite que seja possível retardar a progressão de doenças que comprometem a longevidade e integridade do organismo, por meio de mudanças no estilo de vida, e, quando necessário, uso de medicamentos”, acrescenta o médico.

    Foto: Shutterstock

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