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Hipertensão: saiba tudo sobre essa doença silenciosa e perigosa

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A hipertensão é uma doença crônica caracterizada pelo aumento da pressão arterial, o que coloca a saúde de todo o corpo em risco. O problema é um dos mais frequentes entre a população: o Ministério da Saúde apontou, em 2016, que 25% dos brasileiros são hipertensos, enquanto um estudo publicado na revista científica The Lancet indicou que, no mundo, mais de um bilhão de pessoas têm pressão alta.

Uma das principais características da hipertensão – e um dos fatores que tornam a doença tão perigosa – é a ausência de sintomas. Apesar de subidas ou quedas repentinas da pressão arterial causarem sintomas, como tontura e sangramento nasal, a doença costuma ser silenciosa, mesmo quando está descontrolada. Por isso, o prejuízo se acumula em longo prazo e, sem saber dos riscos que está correndo, o paciente fica mais exposto às complicações graves da doença, que podem surgir subitamente.

Hipertensão descontrolada pode causar demência


Sem o tratamento adequado, a hipertensão pode causar inúmeros danos no corpo. A pressão alta provoca uma agressão que deteriora os vasos sanguíneos até que eles se rompam ou se fechem. Quando não é tratada, a doença gera danos em diversos órgãos, como o coração, o cérebro, os rins e os olhos. Entre as complicações estão insuficiência renal crônica, infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca, AVC e até mesmo cegueira.

Outra possível complicação é a demência. “A hipertensão arterial aumenta o risco de acidentes vasculares encefálicos isquêmicos e hemorrágicos, promove o acúmulo de gordura na parede do vaso sanguíneo e a rigidez de pequenos e grandes vasos, reduzindo a capacidade do cérebro de autorregular seu fluxo sanguíneo”, afirma a cardiologista Bruna Baptistini. Como consequência, a doença pode levar o paciente à demência vascular.

Consumo excessivo de álcool aumenta chances de se tornar hipertensivo


A hipertensão tem alguns fatores de risco e entre eles está o consumo crônico de álcool. “A bebida alcoólica é responsável pelo aumento dos níveis de triglicérides, o ‘colesterol ruim’, e ácido úrico, ambos fatores de risco para doenças cardiovasculares”, comenta a cardiologista Caroline Nagano. O tabagismo, o sedentarismo, o sobrepeso e a obesidade também são fatores de risco e devem ser combatidos para prevenir a pressão alta.

As bebidas energéticas também causam efeitos na função cardíaca e na pressão arterial, devido aos altos níveis de cafeína e taurina presentes na composição. Segundo Caroline, estudos demonstraram que a pressão de adultos saudáveis que consomem duas latas de energético por dia aumenta depois da ingestão, sendo um risco também para indivíduos com doenças cardíacas.

Medicações e alimentação saudável são partes do tratamento da pressão alta


Segundo o cardiologista Abel Magalhães, a meta do tratamento da hipertensão é reduzir a pressão arterial a níveis seguros e mantê-la sob controle contínuo, utilizando o menor número de medicações em quantidades mínimas de dosagens eficazes e sem causar efeitos colaterais incômodos. Na maior parte dos casos, o tratamento é feito com medicações anti-hipertensivas prescritas por um especialista.

Ao longo do tratamento, é importante retornar ao médico para que haja um acompanhamento da resposta da doença às medidas adotadas. “A dose pode ser aumentada ou um diferente tipo de medicamento pode ser indicado, caso a redução deseja da pressão arterial não for obtida dentro de um determinado tempo”, afirma Magalhães. Em alguns casos, mais de um medicamento deve ser utilizado ao mesmo tempo pelo paciente. Também é muito importante que o paciente não interrompa o tratamento sem autorização médica, a fim de evitar que a pressão volte a subir, aumentando o risco de complicações.

Além do tratamento medicamentoso, outras medidas que visam uma vida mais saudável também devem ser adotadas por pessoas hipertensas. Atividades físicas moderadas, como caminhadas, trabalham o sistema cardiovascular, prevenindo contra infartos e AVCs. Na alimentação, é preciso inserir frutas, verduras e legumes nas refeições, cortar o excesso de sal e açúcar e evitar alimentos industrializados e processados, como refrigerantes e comida congelada. A redução da ingestão de sódio também é muito importante, já que o sal é diretamente relacionado ao aumento na pressão arterial.

Foto: Shutterstock

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