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    Há relação entre herpes genital na gravidez e o bebê nascer com autismo?

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    Além das feridas e bolhas localizadas perto dos lábios, a infecção causada pelo vírus herpes simples também pode provocar sintomas na região genital. Essa condição recebe o nome de herpes genital e é considerada uma doença sexualmente transmissível, já que o vírus é transmitido por meio da relação sexual desprotegida com uma pessoa infectada.

    Estudo americano diz que herpes genital aumenta chances de bebê com autismo


    Um estudo realizado na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, indicou que uma mulher grávida e portadora do vírus do herpes tem maiores chances de dar à luz uma criança que poderá mais tarde ser diagnosticada com autismo. O problema, em tese, é causado pela resposta do sistema imunológico da futura mãe à infecção, que atrapalha o desenvolvimento do sistema nervoso central do feto.

    Entretanto, ainda há muita divergência na comunidade científica a respeito da descoberta. “Ainda não há relação plenamente estabelecida entre o herpes e o autismo. São necessários maiores estudos”, afirma o infectologista Fernando Maia.

    Herpes genital em grávidas pode causar paralisia cerebral nos bebês


    Mesmo que não seja possível ainda afirmar uma relação direta entre o herpes genital e o autismo, existem outras consequências para os bebês já comprovadas pelos médicos. “Em gestantes, o vírus pode atravessar a placenta e provocar uma infecção generalizada na criança, que costuma ter risco de vida, e na própria mãe, que pode ter herpes generalizado”, alerta o profissional. Outra complicação é o mau desenvolvimento neurológico do feto, que pode causar paralisia cerebral.

    Keilla explica que casos assim só ocorrem se for a primeira infecção do herpes da gestante. “O risco de transmissão fetal em casos de mães com infecções prévias mas sem lesões ativas no momento da gestação é muito baixo”, diz a especialista. No entanto, durante o parto, o contato direto do bebê com uma lesão ativa na vulva e na região perianal pode transmitir o vírus.

    Dra. Keilla Mara de Freitas é formada pela Escola Latino-Americana de Medicina, com residência médica em Infectologia pela UFMG e atua em São Paulo. CRM-SP 161392 – Site oficial

     

    Foto: Shutterstock

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