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    Estresse pós-traumático: saiba os sintomas e o tratamento do problema

    Ansiedade

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    Ao longo da vida, acontecem situações ameaçadoras que são capazes de assustar muita gente. É o caso dos meninos jogadores de futebol que ficaram presos em uma caverna na Tailândia por mais de duas semanas. Para algumas pessoas, esses momentos acabam sendo tão impactantes e transformadores que provocam o desenvolvimento do estresse pós-traumático, uma doença classificada dentro dos transtornos de ansiedade.

    Mortes e acidentes podem desencadear o estresse pós-traumático


    “O estresse pós-traumático é uma morbidade psiquiátrica que está ligada à ocorrência de um fator externo traumático, que pode ser desencadeado por um evento muito perturbador vivenciado direta ou indiretamente”, afirma a psiquiatra Ana Paula Bechara. Isso significa que a situação pode ter acontecido também com familiares e amigos muito próximos.

    Mortes na família, violência doméstica, bullying na escola, acidentes de trânsito e episódios de violência urbana podem causar o estresse pós-traumático. “Essa situação de estresse, geralmente, é mantida após 30 dias da ocorrência do trauma. É diferente de outros diagnósticos porque a manutenção dos sintomas é além dos 30 dias, ao contrário do transtorno de estresse agudo, por exemplo, que dura de 3 a 30 dias”, explica a médica.

    Tratamento do estresse pós-traumático é feito com terapia e remédios


    É importante conhecer os sintomas do estresse pós-traumático para procurar um tratamento adequado ou alertar um conhecido sobre o problema. “Os principais sintomas são a revivência do episódio traumático, uma hiperexcitabilidade e uma alteração negativa no humor e na cognição”, aponta a profissional. Ter sensação de impotência, diminuição da afetividade e isolamento social são outros exemplos.

    De acordo com a psiquiatra, o tratamento do estresse pós-traumático é feito com base na psicoterapia e no uso de medicações. Entre as técnicas específicas, uma das mais utilizadas é a terapia cognitivo-comportamental, enquanto os ansiolíticos e antidepressivos são as classes de remédios mais indicadas. O tratamento tem como objetivo melhorar os sintomas e as relações com os familiares, amigos e colegas.

    Dra. Ana Paula Bechara Marquezini Gazolla é psiquiatra com residência médica pelo Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (MG). CRM-SP: 165290

    Foto: Shutterstock

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