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Como ajudar alguém que sofreu uma recaída da depressão?

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Todo paciente que trata um quadro de depressão corre o risco de sofrer recaída, o que vale também para os demais transtornos mentais. A volta dos sintomas é mais comum quando o tratamento não é bem feito ou quando o paciente o abandona antes do que deveria. Porém, também pode acontecer mesmo quando há uma boa adesão. Em casos de recaída, é fundamental voltar ao tratamento o quanto antes e/ou mudá-lo.

Paciente que sofreu recaída deve ser orientado a retomar o tratamento


“A principal maneira de
ajudar uma pessoa que apresenta recaída de depressão é orientá- la a buscar ajuda especializada o mais rápido possível”, afirma a psiquiatra Ana Cláudia Ducati. Apenas com o tratamento adequado, sendo seguido à risca, o paciente conseguirá ter chances de atingir melhora permanente da depressão.   

Segundo a especialista, recaídas podem ocorrer após um episódio depressivo, principalmente se o tempo de uso da medicação não for respeitado. “Caso uma pessoa apresente uma recaída, é importante que busque tratamento novamente. Quando houve melhora prévia com determinada medicação, pode-se tentar de novo o uso do mesmo fármaco”. Procure sempre um médico nesses casos.

Importância de manter o tratamento e do apoio familiar


A manutenção do tratamento em transtornos mentais é crucial para que a recuperação possa ocorrer da melhor forma possível e nesse sentido deve-se confiar plenamente na atuação do profissional. O tratamento normalmente segue mesmo quando o paciente já se sente melhor, pois é preciso consolidar essa nova condição, justamente para que não haja recaída. Até a retirada do remédio (quando necessário) costuma ser feita aos poucos, para que a mudança no organismo do paciente não seja brusca.

Quadro depressivos muitas vezes vêm acompanhados de culpa, pensamentos negativos e sentimentos de inutilidade. Tais sintomas, associados ao preconceito sofrido por doenças mentais, podem prejudicar a melhora e adesão ao tratamento de um paciente deprimido. “Por conta desses fatos, o apoio de pessoas próximas, familiares e amigos, pode colaborar com o tratamento”.

Dra Ana Claudia Ducati Dabronzo é psiquiatra geral e da infância e adolescência, formada pela Universidade de São Paulo (USP). CRM: 150.562

Foto: Shutterstock

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