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Alzheimer: paciência e compreensão com pacientes são muito importantes

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O mal de Alzheimer é um transtorno neurodegenerativo que afeta a memória e as capacidades de aprender e de se comunicar. O problema torna o idoso muito dependente da ajuda constante de um cuidador, seja um familiar ou um amigo, que precisa se manter paciente, atencioso e compreensivo, mesmo diante dos desafios diários da doença.

Comportamento do cuidador interfere no tratamento do Alzheimer


A
importância do cuidador no tratamento do Alzheimer é maior do que muitas pessoas pensam. A forma como você se comporta, por exemplo, impacta a eficácia das medidas prescritas pelo médico. “Há um aforismo: cuidador estressado, paciente agitado, que revela o quanto a inquietude demonstrada pelo cuidador pode ocasionar uma resposta de agitação do paciente com a doença”, explica o geriatra Ricardo Komatsu.
Procure tratar o idoso com tranquilidade e paciência, como aconselha o médico: “Utilize linguagem verbal e não verbal da maneira mais simples e clara possível, evitando ruídos e confusão na comunicação com o paciente”. Tons de voz muito elevados ou gestos exagerados podem provocar desconforto e até agressividade.

Paciente com Alzheimer pode precisar de ajuda para comer e tomar banho


Nas primeiras fases do tratamento, o geriatra Tomaz Aquino recomenda que os cuidadores e profissionais que atendem o idoso acolham as angústias relacionadas à
desorganização mental, esquecimentos e mudanças de humor. “Dicas práticas consistem em evitar discutir ou criar embates e não interromper enquanto o paciente fala. Estar atento ao ambiente e à segurança também é importante, o risco de quedas pode ser maior”, afirma o especialista.
Já nas fases mais avançadas, o auxílio a atividades básicas, como banho, vestimenta e alimentação, pode ser necessário, tornando o bom relacionamento entre os cuidadores e o paciente ainda mais importante. Mas, Aquino acredita que o foco não deve ficar somente no mal de Alzheimer, mas na saúde como um todo, já que o idoso pode ter outras doenças, como hipertensão e diabetes, que devem continuar sendo tratadas.
Foto: Shutterstock

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