Terapia para cuidadores: Não tenha medo de buscar ajuda para lidar com o impacto de um familiar com Alzheimer em sua vida


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O mal de Alzheimer é um problema que costuma atingir os idosos a partir dos 60 anos de idade e tem a perda da memória e dificuldade de se orientar, de prestar atenção e de se comunicar como suas principais características. Quem assume o papel de cuidador tem grande responsabilidade em suas mãos e não deve ter vergonha de procurar ajuda para descobrir a melhor forma de lidar com o Alzheimer.

 

Psicoterapia ajuda cuidador a conviver com paciente com mal de Alzheimer

 


A doença não afeta apenas o paciente, mas muda toda a rotina familiar. De acordo com o geriatra Ricardo Komatsu, a descoberta da doença gera grande impacto na vida do cuidador: “O diagnóstico de Alzheimer leva à perspectiva de cuidado progressivo e em longo prazo de um parente ou amigo querido, exigindo comprometimento para que seja construída uma rede de apoio a este paciente”, afirma.

Segundo o médico, existem terapias e tratamentos que podem te ajudar a passar por esse momento com mais facilidade. “Pode ser oferecido um suporte psicoterápico em grupos de cuidadores, usualmente vinculados aos serviços especializados ou às associações de cuidadores familiares, com orientações e recomendações dos profissionais de saúde habituados a lidar com esta situação”, diz o especialista.

 

Entender mal de Alzheimer ajuda a cuidar melhor do idoso

 


Nestes grupos de suporte, aproveite a oportunidade para conhecer a doença mais a fundo, o que fazer, o que evitar e
entender as mudanças pelas quais o paciente está passando em conversas com profissionais e outros cuidadores. Estas atitudes são fundamentais para não se sobrecarregar e não prejudicar ainda mais a relação com o paciente de Alzheimer na sua família. Em alguns casos, o cuidador pode chegar a níveis de estresse preocupantes, precisando de uma avaliação médica.

Para evitar esse problema, cuide da própria saúde. Preservar o próprio bem-estar, com alimentação adequada, atividades relaxantes e exercícios físicos, é essencial para que você esteja apto a atender as necessidades diárias do familiar ou amigo. Além disso, seu comportamento influencia o paciente. “Se um cuidador elevar demasiadamente o tom de voz ou gesticular em demasia, pode causar desconforto e até agressividade no paciente“, alerta o geriatra.

 

Dr. Ricardo Komatsu é geriatra, médico clínico e chefe da Disciplina de Geriatria e Gerontologia da Faculdade de Medicina de Marília (SP). CRM-SP: 56604

 

Foto: Shutterstock

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