Roer unhas pode desenvolver a síndrome de unhas frágeis?


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Como o próprio nome sugere, a síndrome das unhas frágeis é identificada quando as unhas passam a ficar enfraquecidas, o que pode ocorrer por diferentes motivos. Com o aumento da fragilidade das lâminas ungueais, as unhas passam a quebrar com facilidade, descamam ou lascam na ponta, crescem pouco e se apresentam finas ou moles. O problema, no entanto, tem tratamento.

 

Roer as unhas favorece surgimento da síndrome de unhas frágeis

 


A síndrome pode se manifestar em um indivíduo por fatores variados, como falta de nutrientes na alimentação, contato com produtos químicos (detergente, sabão, acetona, ácidos), falta de hidratação, uso de cosméticos com formaldeído, contaminação da unha por fungos, exposição prolongada à água e doenças dermatológicas como micose e psoríase.

Outra causa que pode gerar a síndrome de unhas frágeis é o hábito de roer as unhas. “Roer as unhas, em especial, é um trauma que altera a estrutura da lâmina ungueal, o que favorece fissuras, além de ser uma porta de entrada para infecções na região das cutículas, as chamadas paroníquias”, explica a dermatologista Camila Anna Hofbauer Parra.

 

Roer as unhas pode ser sintoma de estresse e ansiedade

 


Roer as unhas é preocupante ainda por outros motivos. Primeiro, o contato direto entre a boca e as unhas resulta na ingestão de micro-organismos (impurezas) que se concentram nelas, o que tende a resultar em complicações. O costume também pode ser um sintoma de estresse ou até mesmo de distúrbios psicológicos como ansiedade.   

Se a prática de fato for associada a um quadro de ansiedade diagnosticada, o tratamento da doença pode automaticamente livrar uma pessoa do vício de roer as unhas. Contudo, há outras maneiras de evitar tal comportamento. “Utilizar esmaltes amargos específicos que desestimulam as pessoas a roerem as unhas pelo sabor extremamente desagradável é um dos recursos mais recomendados”, afirma a especialista.

 

Camila Anna Hofbauer Parra é dermatologista e atua como médica pesquisadora do grupo de Laser do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Também é médica do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein. CRM: 129170

Foto: Shutterstock

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