Luto leva jornalista a desenvolver depressão e distúrbio do sono


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Ao longo da vida, muitas pessoas enfrentam períodos turbulentos, capazes de desestabilizar qualquer rotina e favorecer o surgimento de problemas de saúde. Mudança de cidade, divórcio e perda do emprego são alguns exemplos, mas para Monica A., o luto foi o fator que abalou completamente as estruturas de sua vida.

 

Acontecimentos impactantes podem facilitar um quadro de depressão

 


“Passei por um momento de luto muito pesado. Minha vida se tornou uma tragédia. Entrei em negação e passei a sofrer com a depressão“, afirma a jornalista. A doença, no entanto, não deixou Monica acamada, como em muitos casos da doença. Vivendo entre Recife, em Pernambuco, e Agudos, em São Paulo, era muito ativa, mas também tinha muitas crises de choro.

Com o tempo, ela conta que começou a ficar muito dispersa. “Sempre fui muito focada na minha rotina, mas não conseguia mais me concentrar em nada. Vivia muito dispersa e desenvolvi distúrbio do sono“, lembra a jornalista, hoje com 60 anos. Neste momento, percebeu que era hora de procurar ajuda médica para enfrentar o problema.

 

Medicamentos e terapia são abordagens indicadas para tratar a depressão

 


“Eu já havia feito terapia e, então, voltei. O médico também me passou alguns medicamentos e passei a ter foco novamente. Agora eu estou mais tranquila”, conta Monica, feliz com o sucesso do tratamento. As medidas prescritas pelo psiquiatra, no entanto, não devem ser deixadas de lado. Ela entendeu o recado e continua fazendo o tratamento há mais de um ano.

Segundo a jornalista, sua profissão é uma verdadeira montanha russa. Ambientes de trabalho caracterizados pela ansiedade e pelo estresse podem dificultar o tratamento e, por isso, o psiquiatra Diego Tavares defende que o paciente só retorne ao trabalho depois da recuperação: “O afastamento do trabalho pode ajudar a melhorar porque permite o afastamento dos estressores, evita julgamentos e evita que a pessoa se sinta mal pela frustração de estar incapacitada”, avalia.

 

Dr. Diego Freitas Tavares é psiquiatra e pesquisador do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP. CRM-SP: 145258

 

Foto: Shutterstock

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