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Síndrome do pânico: o que acontece exatamente no corpo de uma pessoa?

Ansiedade
Sintomas

Por aratangy e Dr. Eduardo Wagner Aratangy

14 de novembro de 2016

A síndrome do pânico é um exemplo de transtorno de ansiedade, cujas causas ainda estão em investigação, mas acredita-se que existam fatores genéticos envolvidos. A doença provoca crises de pânico, em que um paciente se vê tomado pelo medo intenso diante de situações do dia a dia, com manifestações físicas e mentais que costumam durar até 20 minutos.

Descarga de adrenalina: batimentos cardíacos acelerados e falta de ar


Um episódio de pânico começa com um estímulo real ou imaginário que libera adrenalina, hormônio que prepara o corpo para fugir ou lutar. “Aceleração dos batimentos cardíacos, falta de ar, dilatação das pupilas, tremores e ansiedade são os principais sintomas”, conta o psiquiatra Eduardo Aratangy. Segundo o profissional, com o fim da descarga de adrenalina, a crise acaba passando sozinha, mas pode se reiniciar depois de certo tempo.

Durante uma crise de pânico, um paciente com a síndrome deve receber o auxílio de familiares e de amigos. “É importante entender que o indivíduo não tem controle sobre esses sintomas e que o medo vivido é apavorante. Um ambiente acolhedor, em que a pessoa se sinta confortável, ajuda”, recomenda o psiquiatra.

Respirar dentro de um saco plástico ajuda durante crise de pânico


A hiperventilação é uma das consequências imediatas da síndrome. Trata-se da respiração feita de maneira muito rápida por causa da ansiedade. O problema causa falta de ar, formigamento, perda de sensibilidade e de força nas extremidades. Nesses casos, quem estiver por perto pode ajudar o paciente a respirar dentro de um saco plástico para regularizar a respiração e diminuir os sintomas.

As crises de pânico, por si só, não colocam a vida do paciente em risco, mas o medo intenso pode provocar acidentes, por exemplo, caso a pessoa esteja dirigindo no momento. A longo prazo, Aratangy explica que pode ocorrer o aumento da pressão arterial e dos níveis de cortisol. Além disso, a doença pode isolar socialmente o indivíduo, fazendo com que ele deixe de realizar suas tarefas cotidianas.
Dr. Eduardo Wagner Aratangy é psiquiatra formado pela USP e atua em São Paulo. CRM-SP: 116020

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