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Pressão alta: O que é a síndrome do avental branco?

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Algumas pessoas não gostam de se consultar com médicos nem de permanecer em ambientes hospitalares. Estes pacientes podem sentir tanto medo que passam a evitar a qualquer custo estar diante de um médico. Nesses casos, é preciso que o profissional fique bem atento, especialmente ao aferir a pressão arterial, que pode apresentar valores mais altos, devido ao nervosismo dos pacientes.

Medo de ambientes médicos e hospitalares pode aumentar pressão arterial


É a chamada síndrome do avental ou do jaleco branco. “A hipertensão do avental branco caracteriza-se por valores anormais da pressão arterial no consultório, porém com valores normais registradas pelo monitoramento ambulatorial e residencial”, explica a cardiologista Bruna Baptistini. As variações podem ultrapassar 20 mmHg de diferença para a pressão sistólica e 10 mmHg para a diastólica, ou seja, um paciente com índices normais de pressão pode ser incorretamente diagnosticado como hipertenso.

Para a profissional, identificar que um paciente sofre com a síndrome do avental branco é ainda hoje um desafio para os médicos, já que não há um indicador clínico confiável: “Os mecanismos para explicar a hipertensão do avental branco não são bem estabelecidos, mas incluem ansiedade e respostas de alerta, que geram o aumento da pressão naquele momento. No entanto, os pacientes, muitas vezes, não se apresentam ansiosos ou taquicárdicos no consultório”.

Boa relação entre médico e paciente pode impedir a síndrome


Uma das maneiras de estabelecer o diagnóstico da síndrome do avental branco é uma conversa no consultório. O paciente deve explicar que já teve a pressão medida em casa ou em uma farmácia e que os valores não correspondem aos verificados pelo médico. Caso o paciente esteja nervoso, ansioso ou passando por algum problema, deve explicar a situação ao profissional.

De acordo com Bruna, a melhor maneira de amenizar a ansiedade é aprender a enfrentar o medo de ambientes médicos e hospitalares. “Caso o paciente não se sinta confortável com o atendimento, ele pode procurar outro profissional que provoque uma reação positiva, essencial para uma boa relação entre médico e paciente”, afirma a cardiologista. Outras atitudes que podem ajudar são sempre ir ao médico acompanhado e tirar dúvidas sobre os procedimentos.

 

Foto: Shutterstock

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