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    Por que a osteoporose é menos comum em homens?

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    A osteoporose é uma doença associada ao processo de envelhecimento, pois consiste na perda de massa óssea, um processo que ocorre naturalmente com o passar dos anos. Quando se chega a uma idade avançada, a perda se torna mais significativa, facilitando a doença. Além da idade, outro fator que contribui para o desenvolvimento do quadro é ser do sexo feminino.
    “A osteoporose, que se caracteriza pela perda de massa óssea, tornando o osso frágil, é ainda mais prevalente em mulheres. Isso porque, ao longo da vida, elas produzem menos massa óssea naturalmente e vivem mais. Além disso, com a chegada da menopausa, ocorre queda de estrogênio, o que implica uma maior perda de massa óssea”, explica a ginecologista Karla Frota.

     

    Percentuais da osteoporose em homens e mulheres

     

    Contudo, a especialista informa que nos últimos 20 anos, um aumento da incidência de osteopenia e osteoporose no sexo masculino vem sendo percebido. Esse maior número de casos entre os homens pode indicar um aumento no número de fraturas ósseas, que são a principal complicação da doença. Hoje, por exemplo, os homens respondem por 30% das fraturas de quadril.
    “Estudos recentes mostram que a probabilidade de fratura por fragilidade do quadril, vértebra ou punho em homens brancos após os 50 anos de idade, situa-se em torno de 13%. Já no caso das mulheres, o percentual gira em torno dos 40%. A prevalência da osteoporose masculina varia de 2 a 8% acima dos 50 anos, sendo que 33 a 47% nessa faixa etária já preenchem critérios para o diagnóstico de osteopenia”, diz a médica.

     

    Prevenção e tratamento da osteoporose

     

    A prevenção da osteoporose em mulheres baseia-se em uma dieta equilibrada e rica em cálcio, suplementação de vitamina D (com boa exposição solar), uso de medicamentos capazes de retardar a progressão do quadro e prática regular de atividade física. “Esse exercício físico, se praticado na segunda década de vida, parece, segundo alguns estudos, aumentar o pico de massa óssea, sendo mais efetivo na prevenção da doença”, explica a ginecologista.

     

    Dra. Karla de Sousa Frota é ginecologista e obstetra, graduada em Medicina pela Universidade de Brasília (UnB). CRM-DF: 16765
    Foto: Shutterstock

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